500 Dias Com Ela (2009)

Peguei carona no clima de romance do post anterior e decidi falar do meu ~filme sobre amor~ preferido, como o próprio narrador diz no comecinho. Enrolei bastante pra falar sobre ele, porque me faz lidar com emoções que só quem já assistiu o filme entende. Na verdade, 500 Dias Com Ela comprova aquela história de que, a cada vez que vemos um mesmo filme, tiramos impressões diferentes sobre ele. Calma que eu já explico!

Temos, basicamente, a história de como Tom (interpretado pelo fofíssimo Joseph Gordon-Levitt) se apaixona pela Zooey Deschanel, digo, pela Summer – foi em 500 dias com ela que a Zooey ficou famosa, aliás, por isso a piadinha. Gosto muito do roteiro do filme, por sinal! A quebra da linearidade faz com que o espectador fique tentando montar a história que nem um quebra cabeça, mas sem se perder no que está acontecendo. E acho legal que o ritmo em que a relação deles avança seja relativamente realista: passam-se vários dias no “calendário” entre um acontecimento e outro. Geralmente, filmes de romance tem aquela coisa de amor a primeira vista, de um cara que a mocinha conheceu a três dias ser o amor da vida dela, entre outros… Soa tudo muito artificial pra mim.

Mas convenhamos: desde o começo, você já fica com aquela sensação estranha… Porque o nome do filme já tem um número fixo de dias. Ele, um romântico incurável, ela, independente e realista. Ou seja… Não creio que isso seja bem um spoiler, então com licença: a relação deles tem um fim. E o mais engraçado é que esse pressentimento vai aumentando, mas o espectador não quer isso. É uma coisa louca, mas você finge não ver que esse namoro não vai acabar bem. Você mesmo se ilude! Soou familiar? (calma, não chora)

Voltando ao que eu disse lá no topo, vi esse filme duas vezes: na primeira, chorei horrores e, por mais que tivesse me identificado em termos com os dois, sofri pelo Tom e fiquei com raiva da Summer. Aliás, 85% das pessoas que veem esse filme odeiam a Summer. Tinha um texto rolando pelo Facebook afora que até se chamava “a Summer não é uma vadia”. Assistindo mais uma vez, percebi coisas sobre os dois: o Tom é daqueles caras que insistem nas mesmas piadas internas e perguntam demais, e a Summer é bem dissimulada (sim, senhora!) e muitas vezes não sabe o que quer.

Mas acho que a maior mudança foi na lição que eu tirei do filme: se na primeira eu pensei “Tem pessoas que brincam com os sentimentos das outras e preciso fugir delas”, na segunda vez, conclui algo muito mais simples e imparcial: “Algumas pessoas simplesmente não dão certo juntas”. Podem se dar bem, gostarem uma da outra, mas não dão certo, quase que sem razão aparente. Tom, Summer, eu, você, todos tem seus defeitos e qualidades, traumas e sonhos, preferências e interesses. Tom errou em alguns momentos, Summer também, mas não vale a pena ficar degladiando sobre quem foi “o certo”, porque isso não existe! Simplesmente não era pra ser.

Indo pra outros aspectos além da narrativa, a cena da Expectativa/Realidade é sensacional, nunca me canso dela! Me divirto muito também com o documentário sobre amor, as cenas de cinema cult e a parte meio videoclipe, ao som de You Make My Dreams Come True. Aliás, a trilha inteira é muito marcante, incluindo a pesadíssima Hero da Regina Spektor, a fofinha She’s Got You High nos créditos e, claro, The Smiths (I love The Smiths! #todoschoram). Dando um passinho pra trás pra analisar, percebo porque gosto tanto de 500 Dias Com Ela: faz rir, faz chorar, gera expectativas, decepciona, surpreende, anima, faz sofrer, distrai, faz refletir. Resumindo: é o amor em forma de filme!

Data do post original: 18 de agosto de 2013

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