A Esperança – Parte Um (2014)

Com atraso de quase um mês, lá fui eu assistir a primeira parte de Esperança, o “quase final” da saga Jogos Vorazes. Acho que não dá pra começar sem dizer que eu AMO essa série, li os livros com uma rapidez digna de Harry Potter – mais rápido até, confesso, porque não é tão detalhista nas descrições de espaço. Sempre tem os haters que querem ficar comparando, mas eu gostei pra caramba, é uma história densa com uma protagonista muito bem construída. Lembro que ficava tão imersa na história que até fiquei com fome lendo uma parte que ela tá quase morrendo e o menino joga pão pra ela – não que eu ficar com fome seja difícil, mas enfim!

Amei os livros, mas lembro que não gostei tanto do primeiro filme. Imaginava uma fotografia muito mais dark (talvez tenha me acostumado com os últimos filmes de Harry Potter, não sei). Depois de me acostumar com as diferenças da adaptação, curti muito mais o segundo filme – talvez também porque o segundo livro seja o meu preferido. Então, quando chegou em Esperança (que, apesar de ser o último, é o pior livro da trilogia), fiquei animada pra ver o resultado: quem sabe dessa vez o filme até não se sobressai?

Vou aproveitar esse espacinho pra falar um pouco de adaptações: tipo, eu entendo você que é fã de séries de livros, o apego que você sente por acompanhar a história é muito maior, as expectativas estão lá no alto e tal… Mas esse chororô de “o livro é sempre melhor” já deu, né? É difícil pra caramba adaptar uma história gigante e mega detalhada pra um produto audiovisual de duas horas. Você demora 2 horas pra ler um livro inteiro? ACHO QUE NÃO! Quer dizer, isso até é possível, mas aposto que você curte muito menos a história correndo tanto. Ler é uma delícia, você vai acompanhando a história nos mínimos detalhes, sabe dos pensamentos dos personagens; é outro tipo de experiência. Eu compararia livros com séries, na verdade – e olha que nem todo livro daria uma série legal de assistir!

Aí arranjaram uma solução que, teoricamente, seria win-win: dividir um livro em dois filmes! Assim, a franquia rende muito mais em bilheteria, e dá pra adaptar com mais calma. Problema resolvido, certo? Mais ou menos… Muita gente achou que o Esperança Parte 1 (aê, finalmente vamos falar dele!) foi encheção de linguiça total e que superdava pra adaptar esse livro num filme só. GENTE, SE DECIDAM! Ok, concordo que esse filme foi bem mais parado que os outros, mas não é ruim.

Muito pelo contrário, achei todo bem construidinho, e propõe umas reflexões diferentes, como o papel da mídia para a difusão de uma revolução, a construção da Katniss como liderança da oposição, etc. A saga de Jogos Vorazes como todo, aliás, tem muito mais politicagem que as demais – o que é interessante pra uma história infanto-juvenil -, e também alerta pro poder da mídia, bem como sua importância. Tudo isso com muita morte, desgaste psicológico e triângulo amoroso (porque é disso que o povo gostaaaa!), na perspectiva de uma pessoa tão perdida quanto você na história.

Aliás, isso que eu acho mais legal da Katniss: ela é gente como a gente, e acaba se metendo num esquema muito mais complicado nesse filme. Isso gera uma mega empatia, você se imagina mesmo numa situação como essa – tipo, “gente, eu só queria salvar meu boy e agora sou a chave pra mudança do país?”. Isso sem falar que ela é super forte, autêntica, maravilhosa – não fica o tempo todo pensando nos rolos dela, mas também não é de ferro… Ótimo exemplo de girl power!

Só achei que em Esperança ela tava num nível Regina George: ela faz uma coisinha e, na cena seguinte, – sem nem um respiro ou cenas mostrando a informação se espalhando –  os rebelde tudo já tão imitando! Só faltou algum olhando pra câmera e falando “Eu vi a Katniss cantando Hanging Tree então eu aprendi a cantar Hanging Tree”. Aliás, falando nisso, é bacana ver como a trilha sonora acresce à trilogia. Ler a letra dessa música no livro é meio whatever, mesma coisa o gesto com assovio que ela faz – taí uma vantagem de ir pro cinema, ver e ouvir tudo isso. Falando isso, saber que tem gente usando esse gesto pra protestos de verdade me arrepia de emoção!

E a cerejinha no bolo da trilha? A música que a Lorde escreveu pro filme, Yellow Flicker Beat, é insana de tão boa. Não vejo um artista traduzir tão bem a emoção de um personagem pela música desde… Nossa, nem sei. “They used to shout my name and now they whisper it”? TUDO A VER! Talvez só ouvindo a música soe meio blé, mas tenho quase certeza que ela era fanzoca dos livros, não é possível! Haha.

Enfim, gostei. É um filme mais instrospectivo, de preparação pra guerra que vem aí – um pouco mais ~psicológico~ talvez. Concordo que no final fique uma sensação meio “Acabou?? Gente, o filme de verdade começou agora!!!”, mas talvez quando sair o próximo, vamos ficar todos gratos que eles dividiram, dando mais tempo pro desfecho dessa série tão querida. As alterações do livro pro filme eu percebi logo, mas achei bem válidas – até criativas. Agora fico no aguardo do próximo, ansiosa!

PS: Ah, e quase esqueço: fiquei até emocionada com a equipe de filmagem aparecendo tanto. Sabe o trabalho Cressida, que fica orientando a Katniss e os câmeras? GENTE, é isso que eu faço da vida (não só eu né, tudo isso cazamiga produtora)! Finalmente tenho uma resposta em forma de filme pra quando me perguntarem “Ééé…RTV faz o que mesmo?”! Assistam Esperança!

Data do post original: 10 de dezembro de 2014

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