Afterlife

Hoje vim mostrar pra vocês uma apresentação que me deixou com os olhinhos brilhando, e os motivos vou explicar aos pouquinhos: trata-se da performance de Afterlife, da banda canadense Arcade Fire (não conhece? Eu também não! Quer dizer, até ver esse vídeo), no Youtube Music Awards.

Vamos contextualizar um pouquinho: você deve ter pensando “Hãn? Youtube? Eu li direito?” – pois é! Esse ano o Youtube deu uma inovada e estreou sua mais nova premiação, cujos votos foram realizados pelo público por meio de likes e compartilhamento dos vídeos no site. Achei uma iniciativa muito ligeira do Youtube, aliás – proporcionar uma exibição numa escala tão grande via internet, legitimando sua importância pra indústria musical.

Maaaas é claro que nem tudo são flores: o streaming trava TODA HORA, e, na intenção de manter aquele conceito de “a internet é livre, a internet é de todos”, a apresentação ficou zoneada em vários momentos – alguns deles recheados da boa e velha vergonha alheia. Em uma das premiações, por exemplo, o envelope do vencedor dizia “o nome do vencedor está no bolo”, e os apresentadores destruiram vários bolos com as mãos até achar o papelzinho… Achei meio besta. Tudo bem, foi o primeiro, creio que a próxima edição já seja melhorzinha!

Tá certo, vamos falar do vídeo? Saquem só: o Arcade Fire fez uma mistura de videoclipe com performance ao vivo! Quando começa o vídeo (que, ao meu entender, tava passando em algum telão ou algo do tipo, ou mesmo exibido como um VT), parece um clipe normal, com história e tudo. Primeira surpresa: a vibe da música mudar no refrão e ficar super animada. Ok, isso é comum, mas como a cena tava bem dramática e lentinha, já me surpreendeu. Segunda surpresa: a atriz começa a fazer umas danças muito loucas – não tentando sensualizar ou algo do tipo, mas realmente SENTINDO a música.

Daí eu já tava adorando, super me identifiquei (quem não adoraria sair dançando livremente por corredores e derivados?). Em alguns momentos (2:05 e 2:54), ela dá uns sorrisos que são até emocionantes, por contrastarem com a tristeza que ela demonstra no início. Reparei que a maior parte estava em plano sequência (sem cortes) e ouvi uns gritinhos de plateia, fiquei meio “EPA, isso tá estranho”. Minhas suspeitas se confirmaram em 3:00, quando o vocalista surge atrás dela a a plateia delira: sim, é tudo ao vivo! (Ok, pra vocês que estão vendo agora pode ser meio previsível, mas na hora foi muito incrível, tá?).

E em 3:16, que a atriz simplesmente sai do cenário e vai dançar uma coreografia com criancinhas? GENTE, tem coisa mais gloriosa que isso? Fiquei maluca! Até porque, dificilmente tem gente dançando em clipes de rock mais indie (acho errado, não é só pop que dá pra dançar, não, poxa). Unir a dança com a famosa “quebra da quarta parede” (o fato dela sair do cenário e estar perto da plateia, quero dizer) foi uma sacada genial! Depois, geral vai pro palco e fica saltitando e cantando feliz.

Claro que o evento foi bem mais direcionado para o internauta do que pra plateia que estava lá (era um espaço grande, tipo um galpão, mas não parecia tããão lotado), mas a experiência de estar lá deve ter sido sensacional! Acompanhar a gravação desse videoclipe vendo a banda tocar ao mesmo tempo é insano de tão legal – e isso que nunca tinha ouvido falar de Arcade Fire. Vou até procurar coisas deles com mais carinho agora!

Data do post original: 17 de novembro de 2013

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One thought on “Afterlife

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