Closer (2004)

Mesmo antes de assistir Closer – sou radicalmente contra subtítulos explicativos -, já tinha visto algumas coisas a respeito do filme: fotos e gifs da Natalie Portman de peruca, falas que inspiraram nomes e trechos de músicas do Panic At The Disco e do Fall Out Boy e a trilha principal, The Blower’s Daughter (que inspirou “É Isso Aí”, pra quem não se lembrar). Mas mesmo assim, comecei o filme sem saber o que esperar em termos de enredo.

Parando pra pensar agora, é até meio inapropriado chamar considerar esse filme um romance, uma história de amor. Será que é mesmo amor o sentimento que move essas personagens? Se sim, é um amor bem menos “maquiado” do que estamos acostumados a ver na ficção em geral. Que o filme trata de relacionamentos é inegável, mas de que natureza seriam eles? Aí está a questão que mais mexeu comigo nesse filme: Closer mostra o amor sob uma ótica mais pessimista e instintiva ou o amor na vida real é assim mesmo?

Porque se você reparar, as pessoas de verdade são assim! Elas traem, mudam de ideia a respeito do outro, deixam uma pessoa definir suas vidas, machucam com ou sem intenção. E por mais que essas coisas não sejam socialmente aceitáveis, será que temos moral pra condená-las? Essas atitudes podem ser uma mera tentativa de encontrar a felicidade, a satisfação, o amor.

Li um comentário sobre o filme que dizia que o legal de Closer é como ele nos mostra que as pessoas podem não ser quem a gente imagina. Nós não somos unidimensionais e todo mundo sabe disso: aposto que existem lados seus, querido leitor, que poucas pessoas conhecem. Calma, não estou te chamando de psicopata nem dizendo que devemos revelar nossa vida inteira pra geral, mas é uma coisa a se pensar.

Podem rir, mas eu sempre digo que as pessoas são que nem icebergs: a parte exposta é tipo, 1/12 do que ela realmente é. Tipo, quantas coisas submersas (logo, desconhecidas) sobre uma pessoa podem ter super a ver contigo, mas você não vê? Costumo dizer também que, com a convivência, o nível da água vai baixando. Words of wisdom, não? É meio babaca mas adoro essa metáfora, fui eu que fiz! E acho que essa ideia aparece bastante no filme. Será que essas personagens realmente se conheciam? Se você analisar personagem separadamente, vai encontrar pelo menos uma semelhança em cada combinação (não só os casais, mas Anna/Alice e Dan/Larry também).

Outra coisa que me chamou a atenção foram os lapsos de tempo sem qualquer indicação. Quanto tempo realmente se passou no decorrer da história? Claro, não somos deixados totalmente no escuro e eles falam coisas tipo “Já faz um ano” às vezes, mas em vários momentos essa mudança é repentina e você se pergunta quanto tempo passou – dias, meses, anos? Essa escolha, a meu ver, foi proposital: diferentemente de muitos filmes, que enaltecem o conceito de tempo – no estilo “Depois de todos esses anos você ainda me ama, mimimi” -, Closer o coloca em segundo plano. O importante é a intensidade dos sentimentos naqueles momentos específicos, e não a duração deles. Será que a ideia de “amor” do filme é de um sentimento forte, mas, justamente por isso, perecível?

Talvez essa visão seja um pouco radical demais – pessoas comprometidas, não se sintam ofendidas, não estou duvidando do amor que vocês sentem por seus beloved ones. Mas esse texto é produto do que eu gosto de chamar (mentira, inventei agora) de efeito Closer: ele faz você repensar a sua visão a respeito do amor.

Ok, às vezes amor pode ser uma palavra impactante demais: o filme faz você repensar o que você sente pelas pessoas. Não a humanidade, não a sua rua, a sua classe – sentimentos unilaterais, que você sente por cada pessoa separadamente. Mesmo o filme tratando de relacionamentos e tal, a essência de Closer é extremamente intimista, a meu ver. E você não precisa necessariamente concordar com nenhuma das personagens, ou com o diretor, ou com o cara que canta a trilha principal – linda, por sinal, escutei em loop infinito por dias. É uma experiência bem me, myself and I, recomendo que você assista sozinho(a).

Uau, esse filme rendeu, hein? Quero feedback, se vocês não se importam. Querem que eu mantenha os tipos de post de sempre ou aprovaram? Se ninguém falar nada, desisto do blog pra sempre – mentira, mas quero a opinião de vocês mesmo, hein! Até a próxima, que ainda nessa semana tem mais! Eba!

Data do post original: 5 de dezembro de 2012

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