Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual (2008)

Opa! Tinham esquecido que agora tem post duas vezes por semana? Eu não! (Só esqueci de escrever o damn post, por isso o horário…) Enfim, voltemos então à nossa programação habitual, com um curta bem sagaz e marotinho! Apresento-lhes Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual, dirigido e estrelado por Vitor Alli. Já tinha me deparado com ele (o vídeo) antes, mas achava que não ia gostar – não gosto de sarcasmo malvado, sabe? Quando finalmente assisti, percebi que não tem nada a ver e que o vídeo é bem divertido e passa rapidinho!

Usando uma linguagem estilinho Art Attack, nosso ator/narrador/diretor nos ensina passo a passo a produção de um curta “para poucos” – daquele tipo que esses malucos de RTV (brincadeira, amo meu curso <3) saem da faculdade louquinhos pra fazer e mostrar sua visão artística e intelectual do mundo. Não me levem a mal, respeito trabalhos experimentais, mas alguns deles podem utilizar recursos no mínimo… Pitorescos, pra falar bonito. E a brincadeira do curta é exatamente essa!

Mesmo sendo um curta bastante sarcástico, não achei nem um pouco ofensivo e me diverti bastante com ele! É interessante perceber como, enquanto ele ainda tá filmando, os planos são bem simples e bobos, mas o resultado fica realmente com aquela vibe *alternativa* de curta experimental. Taí mais um lembrete de como a montagem/edição é importante! Depois que você assiste o curta – um curta dentro de um curta, INCEPTION – pronto, até parece que ele realmente tem um significado super abstrato e profundo, haha.

Outra parte que achei engraçado é quando ele fala algo do tipo “se não conseguir, fala que é um recurso estético”. E é engraçado porque rola muito disso: tipo, tem alguma característica bem inusitada no filme e os wanna be tal diretor ficam tipo, encantados, acham que é sacada de gênio e tal, e na verdade ela não passa de um imprevisto ou uma limitação que o diretor acabou tendo que aceitar. E fica a dica de uma migué que acaba até valorizando seu curta, né, dá até pra dar uma desprezada tipo “Aff, você não entenderia mesmo..”

Apesar de ser um vídeo de quatro anos atrás, a piada continua bem atual – talvez, pela onda hipster que começou há um tempinho. E sei lá, por mais que eu até esteja fora da mainstream em algumas das minhas preferências (musicais, talvez), tem gente que chega num nível que beira a babaquice, do tipo “as coisas preciosas que eu gosto não divido com ninguém e as coisas que todo mundo gosta são um lixo”. Essa arrogância me irrita num nível estratosférico, cara… No meio audiovisual, por exemplo, rola um preconceito desgraçado com filmes comerciais e hollywoodianos que acho desnecessário, assim como uma superestima em relação ao Oscar (duas opiniões de vertentes opostas, mas igualmente babacas).

Na minha sincera e humilde opinião, dá pra tirar algum aprendizado de qualquer filme – nem que seja algo como “Jamais farei um filme desse” ou “Quero fazer algo diferente disso”. Quanto mais diversificado for seu repertório, mais maneiras diferentes de se fazer um filme você saberá identificar – podendo, depois, farei suas escolhas. Essa é, aliás, minha meta de férias; ver o maior número de filmes possível! Mas é isso, galera, espero que o vídeo tenha entretido vocês nesse comecinho de semana!

Data do post original: 9 de dezembro de 2012

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