Como se Comportar em um Teste de Elenco sem Cachê Teste (2012)

Variar é sempre bom, mas não tem jeito: é com os curtas que esse blog vai pra frente. Já tava dando saudade, né? Mas mesmo quem ficou mal-acostumado com vídeos mais curtinhos vai assistir o de hoje sem grandes esforços! Apresento a vocês um curta roteirizado, editado, estrelado e dirigido por Bruno Autran: Como se Comportar em um Teste de Elenco sem Cachê Teste. Mais uma vez um curta de nome gigante e divertido, acho um máximo!

Aliás, vou aproveitar a deixa e comentar sobre a escolha do título – que, por sinal, é importantíssima. O curta que escolhi é um bom exemplo, pois me chamou a atenção justamente pelo nome. É difícil encontrar um equilíbrio entre um título abstrato e morno demais, que não chama muito a atenção, e um muito literal e óbvio, que acaba entregando a graça do vídeo antes mesmo de você assistir… Mas o curta de hoje conseguiu: revela a temática central e desperta curiosidade. Assim que tem que ser!

Se no post anterior ressaltei aspectos mais visuais, agora darei ênfase ao aspecto que mais me aquece o coração: o roteiro. Sério, o roteiro desse curta é muito bom; é de uma fluidez invejável! Acho que um critério essencial pra avaliar a qualidade de um roteiro é justamente essa leveza, essa facilidade com que os diálogos acontecem e prendem a atenção do telespectador. A conversa entre os dois atores (literalmente, vai logo ver o vídeo) é tão real que acaba nos convencendo rapidamente – tanto que o vídeo tem 7 minutos e eu nem senti o tempo passar direito!

Gostei também das partes em que eles falam diretamente para a câmera pra fazer algumas explicações, bem ao estilo Clube da Luta. É uma quebra bem interessante na narrativa tradicional, que acentua o tom humorístico do curta – além de, é claro, dar uma situada em quem não é do ramo. Longe de mim desprezar narrativas usuais, mas essas pequenas mudanças de formato no próprio roteiro sempre dão um charme a mais , né? Se bem que roteiro bom é bom de qualquer jeito – e a recíproca também é verdadeira… Pense no roteiro como um bolo: não adianta enfeitar se o gosto não tá bom (viajei na comparação, mas você me entende).

E pra não dizer que não falei das flores dos demais elementos, o cenário é uma graça! Todo moderninho, cheio de coisas estilosas, adorei. A trilha também é notável, tem uma vibe meio oriental/indiana ou sei lá, e deu bastante certo. Os planos gerais com o reflexo do protagonista no notebook são muito bons também, reparem!

De maneira geral, o curta me atraiu pela temática, já que esses processos de casting estão inclusos em meu futuro próximo – só que do outro lado, obviamente. Só de ouvir a palavra “cachê” já me dá uma dor no coração (e no bolso)… Mas o curta foi divertido e me distraiu dessas aflições financeiras, gostei! E espero que vocês tenham gostado da volta dos curtas ao blog! É bom vocês terem uma noção dos bastidores, né. Essa vida de audiovisual não é nada fácil, vai tirando!

Data do post original: 17 de outubro de 2012

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