SIGNS (2008)

Para inaugurar o blog com estilo, decidi escolher algum curta-metragem renomado, mas não tão conhecido pelo grande público, pra manter uma pegada meio cult (acostumem-se, tenho mania de dizer coisas babacas aleatoriamente). Usando uma palavra-chave bem vaga, selecionei o vídeo que mais me chamou a atenção: um curta chamado SIGNS, dirigido por Patrick Hughes e premiado em Cannes -infelizmente não estou achando a categoria… Mas é Cannes, cara, já vale os 12 minutinhos que você vai gastar pra assistir!

A primeira coisa que me chamou atenção foi a quantidade mínima de diálogos falados – o próprio casal protagonista não diz uma palavra sequer no decorrer de toda a história. Mesmo assim, eu praticamente via o roteiro escrito a cada ação do personagem central – o que me deixa bem feliz, porque tenho muito interesse nessa área.

A narrativa como um todo me pareceu bem leve e agradável, mesmo abordando um tema recorrente (estilo boy meet girl – aliás, a garota do curta tem uma pinta de Zooey Deschanel). Conforme os “diálogos visuais” entre duas personagens se desenvolvem, cria-se uma atmosfera de inegável afinidade entre elas, envolvendo o espectador cada vez mais. Por mais clichê que a história possa parecer, você se pergunta “e agora, pra onde isso tudo vai dar?”. Sem querer dar spoiler, digo apenas que gostei do final, acabou exatamente no momento certo!

Saindo um pouco dessa temática, gostei bastante dos enquadramentos, especialmente os do começo – eu posso ter mergulhado demais na história pra analisar a parte técnica depois que os dois se conhecem, pode ter acontecido… – e das tomadas em transporte público; tenho uma afeição inexplicável por tomadas em transporte público. Ou meios de transporte em geral. Whatever, não sei porquê mesmo…

Em um dos principais comentários, um indivíduo disse (em inglês, mas após muito esforço e dedicação conseguir traduzir, saca só): “O mundo sem celular e Facebook…” – com direito a reticências reflexivas. Achei muito bem colocado, dá até pra assimilar como moral do curta: às vezes essa tal proximidade 24/7 que a tecnologia nos oferece acaba pegando o lugar do acaso, do mistério, do “deixar rolar”, que deixam a vida muito mais interessante. Chega, vou parar por aqui senão vou longe, hahaha.

Data do post original: 27 de julho de 2012

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