Dedicatória (2011)

Adeus ano velho, feliz post novo!  Venho com alegria escrever o primeiro post de 2013! E no fim desse mês, o ASSISTER completará seis meses de vida. Que loucura, não? Minha ideia pro post de hoje era achar algum vídeo com essa vibe de recomeço, de fresh start e bons pressentimentos, achei que seria de bom tom. Em vez disso, acabei me deparando com o curta Dedicatória, todinho feito por Biel Gomes para alguém muito especial – depois de ver o curta, você não ousará discordar disso! E sim, esse é um daqueles vídeos que você deve VER ANTES DE LER. Mas vou começar falando de maneira generalizada, mas não leia tudo antes de assistir o final, beleza? Olha lá, hein!

Admito, cá entre nós, que comecei a assistir o curta sem dar nada por ele – nos primeiros segundos, achei que talvez seria monótono demais. O uso de áudio em off, que já comentei nesse post aqui, dá um tom bem literário à linguagem. Mas no caso, combinou, porque veremos que a história se baseia essencialmente na poesia. A partir de 1:31, a narrativa me pareceu mais leve (acho que a agilidade dos planos contribuiu pra quebrar a monotonia inicial), e daí em diante tudo passou num ritmo agradável – espero que pra vocês seja assim também, porque o curta é meio grandinho!

De 1:59 a 2:41, as imagens ganham um caráter mais estético – sem a narração que conta a história do poeta Manoel de Barros, elas pareceriam aleatórias e confusas. Mas a união desses dois elementos, palavra e imagem, foi estabelecida com uma montagem frenética e, de certo modo, até meio subjetiva, sabe? E depois, essas imagens são rebobinadas, como se fizessem parte de um filminho. A essa altura, Biel Gomes já tinha conquistado meu respeito! Mas calma, tem mais!

Por mais que se trate de uma história real (a maior parte dela, pelo que está escrito na descrição do vídeo), ela é perfeitamente “roteirizável” – se eu não estiver viajando muito, até lembra um pouquinho o conceito de Jornada de Herói.  E sabe que me peguei torcendo por ele enquanto assistia? Estava curiosa pra saber no que tudo isso ia dar, ou, o que ele escreveria na dedicatória… Durante essa “jornada”, temos outra parte bem legal, entre 4:38 e 6:30; uma sucessão de planos lindíssimos e bem diferentes entre si! Alguns, decorados com citações do poeta, o que deu um tchans a mais.

Agora o final, cara… Que coisa linda. Assistindo uma segunda vez, percebo como a trilha intensifica a emoção da cena. Fica ainda mais bonito quando você fica sabendo que ele entregou o livro pra garota, mas antes dela ler a dedicatória ele mostrou o curta. Taí um exemplo impecável de como a linguagem audiovisual é, acima de tudo, uma experiência, tanto pra quem produz quanto pra quem consome. Não que a dedicatória em si não seja um mega presente, mas olha as dimensões que essa história tomou! Mais do que uma recordação, é uma maneira de vivenciar tudo de novo. E compartilhar, é claro!

Fiquei emocionadinha, olha que romântico esse menino! Gostei de ver, ele realmente criou algo memorável e muito especial. E esse post foi pra lembrar que existem coisas boas e gente sensível no mundo, ainda bem. Comecemos esse ano de coração e mente abertos, que a vida pode ficar tão linda quanto a poesia!

Data do post original: 4 de janeiro de 2013

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