Especial Oscar 2014

Até parece que alguém ia parar pra ler blog no carnaval, né não? Por isso, nessa quarta-feira especialmente cinzenta, venho dar meu parecer sobre os indicados a Melhor Filme deste ano (ou talvez eu só tenha terminado de assistir todos agora)! Mas vamos falar da premiação como um todo antes?

Gostei, achei muito cheia de emoções e até surpreendente em alguns momentos, mas não injusta. Uma coisa que me surpreendeu foi o fato de muitos indicados a Melhor Filme saírem completamente ZERADOS, sem nem um trofeuzinho pra contar história. Em contrapartida, filmes que ficaram à margem da categoria principal ostentaram mais de uma vitória – como Frozen e O Grande Gatsby (isso me ferrou no bolão, mas aceito haha).

Outro fator interessante: a grande maioria (5 de 9) dos filmes indicados foram inspirados em histórias reais! Tem gente que não liga muito pra isso, mas só de pensar que algumas cenas realmente aconteceram dá um arrepio e/ou aperto no coração, dependendo do caso. É essa relação bonita da vida com a arte virando tendência entre grandes produtores e diretores! Agora vamos ao que interessa!

trapaça

Trapaça (0 prêmios / 10 indicações)

Fico dividida entre dar continuidade à zoeira direcionada a esse filme e fazer uma crítica mais branda. Grande perdedor da noite, Trapaça é um filme cheio de belas atuações (menos a do Bradley Cooper, porque não sou obrigada a ver esse cara gritando em todo filme), ótima trilha sonora, bem produzido, mas com um roteiro confuso e cheio de furos e trepidadas – com isso quero dizer: coloca os personagens numa situação difícil, mas os salva rapidamente de um jeito bem improvável. Não entendi a indicação pra Melhor Direção, mas pode ser birra minha com o David O. Russell…

Nebraska (0 prêmios / 6 indicações)

Da série “filmes indicados que ninguém vê”, Nebraska espantou ainda mais o grande público por ser em preto-e-branco. O ritmo do filme também não é dos melhores, mas acabei gostando da história – simples e cheia de significado, sem nada muito mirabolante. A fotografia também tá linda de se ver, belos enquadramentos o tempo todo. Só não achei a atuação do Bruce Dern tão digna de Oscar assim – tudo bem que o cara tá velhinho e tal, mas vi outros que mereciam mais, na minha humilde opinião.

Capitão Phillips (0 prêmios / 6 indicações)

Quem assistir só pelo Tom Hanks (como não amar?) vai se surpreender: quem rouba cena mesmo é o Barkhad Adbi, que interpreta o pirata Muse. Ao assistir Capitão Phillips, fiquei pensando o que faria no lugar dele e dava até agonia! É um bom filme para o gênero de ação/suspense, que não costuma ser meu preferido. Me peguei torcendo pros piratas em alguns momentos e não sei porquê – acho que a adrenalina de deixou sem saber em quem acreditar, haha!

O Lobo de Wall Street (0 prêmios / 5 indicações)

E a galera vai à loucuuuuuuura! História de anti-herói todo mundo adora, interpretada pela Leonardo DiCaprio então? Não foi surpresa geral vir me falar o quanto esse filme é demais! Da minha parte, gostei muito da atuação do Leo (e das intervenções do protagonista durante a história) e da montagem (achei até meio injusto não ser levar indicação). Mas, como comédia, achei bem mais ou menos… Não ri tanto quanto esperava, acho. Mas O Lobo de Wall Street é um filme divertido, com um bom ritmo e bem feito, Scorsese mandou bem!

Philomena (0 prêmios / 4 indicações)

Melhor surpresa entre os indicados! Não dava dando nada por esse filme, ia assistir pra cumprir tabela e me deparo com uma bela e profunda história. Judi Dench tá a coisa mais fofa do mundo, os diálogos tão ótimos e a história foge de vários clichês que poderia adotar. Fazendo rir e chorar, Philomena tem um estilo bem britânico (lembrou Discurso do Rei) e nos mostra o que é um enredo rendondinho.

Ela (1 prêmios / 5 indicações)

AI. MEU. CORAÇÃO. Meu filme preferido entre os indicados, e sei que não estou sozinha com essa opinião! Com uma premissa bem maluca, a história de Theodore e Samantha se desenvolve de maneira tão poética e envolvente que conquista qualquer um! Roteiro extremamente criativo, mas também consistente – algumas partes extrapolam na maluquice, mas não chegam a incomodar. Joaquin Phoenix devia ter sido indicado… Quero fazer um post inteiro só sobre Ela;Spike Jonze entrou pra minha lista de queridinhos!

12 Anos de Escravidão (3 prêmios / 9 indicações)

Se tivesse que descrever 12 Anos de Escravidão em uma palavra, eu escolheria “dor”. Nas cenas de violência, você sente a dor do personagem. Nas demais, a dor de estar submetido a uma situação insuportável, a dor da injustiça, da impotência. Mesmo nos momentos felizes, ficava mal pelo que o Solomon teve que passar. Se pensarmos que ele representa tantas pessoas que passaram por isso, a dor continua mesmo quando o filme acaba. Destaque para o elenco talentosíssimo – Fassbender parece aqueles monstros que você mata e continuam te perseguindo, assustadoramente bom!

Clube de Compras de Dallas (3 prêmios / 6 indicações)

Falar bem desse filme é chover no molhado, mas não posso evitar! O embate entre indústrias farmacêuticas e a medicina alternativa se tornou um assunto de meu interesse há um tempo; vê-lo como parte de uma história tão boa foi a cerejinha do bolo pra mim! Clube de Compras de Dallas tem o melhor desenvolvimento de protagonista entre os indicados, além das atuações primorosas de Matthew e Jared – cujos papéis representaram uma virada em ambas as suas carreiras. Gostei muito da montagem também.

Gravidade (7 prêmios / 10 indicações)

Atire a primeira pedra (desconsiderando a resistência do ar) alguém que viu esse filme e acha que ele não mereceu o arsenal de Oscars que recebeu esse ano! Sim, porque a única razão pra achar isso injusto é não ter assistido – aliás, façam um favor a si mesmos e não falem de filmes que não assistiram, baita vexame isso aí… Enfim, eu costumo priorizar o enredo, e não os efeitos, mas não deu: Gravidade me conquistou totalmente! Leva a experiência do telespectador a um outro nível, precisei de uma inalação quando acabou!!1

Pra fechar, só queria declarar que a safra de 2014 foi de alto nível e bastante diversificada, gostei de ver! Filmes de época, contemporâneos e futuristas; ficcionais e biográficos; comoventes e sagazes. Valeu a pena ver tudo, assim como no ano passado. Em 2015 tem mais – espero acertar mais no próximo bolão, dessa vez foi feio…

Data do post original: 5 de março de 2014

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