Especial Oscar 2015

Quem diria! Cá estou eu, pela terceira vez, fazendo um post especial sobre o Oscar! E dessa vez, consegui postar ANTES da cerimônia, uhu! A melhor palavra pra definir a experiência de assistir os indicados desse ano é simples: expectativa. Filmes que eu não dava nada me surpreenderam, e filmes que eu tava mega ansiosa pra ver me decepcionaram. Assim é a vida! Parando pra pensar, não acho que esse tenha sido um dos melhores anos – ou eu que estou ficando mais crítica… Vamos lá:

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Sniper Americano

Tava com uma preguiça ABSURDA de ver, porque odeio o combo filme de guerra + patriotismo americano, mas até que não achei tão chato assim. O filme é bem feito, e até mais ou menos a metade tem um ritmo bem bom. Daí pra frente fica aquela coisa meio blé de sempre. Não chega a ser um filme pró-guerra, até critica levemente os efeitos nos soldados e tal, mas exalta demais o protagonista. É tipo “coitadinho dele, deve ser muito estressante matar tanto muçulmano”. Desculpa, não sei lidar. Com certeza existem histórias de heróis muito mais nobres e interessantes por aí. Mas admito que o Bradley Cooper tá melhorzinho, apesar de mega superestimado. Agora, o que foi aquele bebê de plástico, gente? A Academia deve ter ficado tipo “CLINT, MIGA, ASSIM NÃO TENHO COMO TE DEFENDER!”.

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Birdman (ou A Inesperada Virtude da Ignorância)

Não esperava gostar tanto desse filme como gostei! O elenco é fortíssimo, o roteiro é preciso (cheio de pontos altos, como a briga da Emma Stone com o Keaton) e a temática meio metalinguística me agrada. Me lembrou Cisne Negro em alguns momentos, mas expande seus conflitos além do âmbito psicológico – como a relação da indústria do entretenimento com os artistas independentes. É um filme crescente, tanto que só percebi o quanto gostei um tempinho depois. Confesso que não tinha reparado tanto na técnica de gravar “num take só”, apesar de notar uma fotografia bem fora do convencional, num bom sentido. A trilha também ajuda a conduzir a trama, com aquele jazz gostoso usado nas transições. Enfim, foi uma grata surpresa e virou um dos meus preferidos desse ano!

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Boyhood

A simples experiência de gravar um filme por 12 anos já justifica a indicação, mas confesso que esperava um pouco mais. Achei bacana a ideia de retratar a adolescência de uma forma mais intimista, pela perspectiva de um único personagem, mas acho que falta um pouco de carisma no Mason. Entendo que ele seja mais introspectivo e tal, mas chega num ponto que me senti vendo uma planta crescer. É uma sensação estranha do tipo “CARA, eu te vi crescer mas não sem quem você é!”. No fim das contas, acho que a frase dita no fim justifica a linguagem do filme: não somos nós que aproveitamos o momento, o momento “nos aproveita”. O protagonista do filme é o tempo e as mudanças que ele provoca na vida do Mason, não o Mason como pessoa. Por isso esse distanciamento que tanto me incomodou.

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O Grande Hotel Budapeste

Orgulho! Nada define melhor o que sinto por esse filme. Conheci recentemente o trabalho do Wes Anderson, diretor do filme, e fico maravilhada com seu jeito único de contar histórias. Em Grande Hotel Budapeste, dá pra ver que ele amadureceu, que a narrativa é mais organizadinha. Além da fotografia e das paletas de cores maravilhosas, me diverti com as piadinhas (sempre sutis, às vezes visuais) e consegui ver nos olhos dos atores o quanto eles se divertiram fazendo o filme. Entrar no mundo do Wes Anderson deve ser mesmo um privilégio! Vendo seus filmes, me sinto uma criança lendo um livro todo colorido cheio de aventuras. Não sei o que pode ganhar, mas torço de coração! Foi o único filme que vi antes da temporada de premiações começar.

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O Jogo da Imitação

Nesse vou fazer o contrário e falar primeiro do que não gostei: achei um pouco lento, com partes bem arrastadas lá pro meio do filme. Ok, agora os elogios: gente, que história maravilhosa! Assim como Discurso do Rei, trata da guerra sob uma perspectiva totalmente original (aprendam, americanos!). Cumberbatch já é praticamente um Deus pra internet, agora entendo porquê! Mandou muito bem, mesmo. Até a Keira Knightley que eu achava mediana se destacou, toda fofa – apesar de que não sei se digna da indicação. E a participação do Tywin Lannister? Adorei! O final me deixou arrepiada; é uma história que  merece ser lembrada. A trama realmente não tem o melhor dos ritmos, pelo menos pra minha percepção, mas o resto compensou!

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Selma

WOW. Outra surpresa entre os indicados! A primeira meia hora passou meio arrastada pra mim, mas quando entrei no embalo, gostei pra caramba! Gostei especialmente de uma sequência que alterna várias cenas simultâneas (montagem paralela) com uma trilha marcante, até pareceu um trailer dentro do filme! No mais, é o tipo de história que incomoda por ter sido real – e justamente por isso deve ser lembrada, pra nunca voltar a ser como era! Sem falar que o racismo não é exatamente passado pra gente, né? O filme tem belos diálogos sobre o tema, e o apresenta de maneira emocionante (a trilha ajudou super, aliás). Merecia indicação de Melhor Diretora SIM!

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A Teoria de Tudo

A história é interessante e muito bonita, mas tem alguuuma coisa nesse filme que me incomoda. Não conheço muito do Stephen Hawking, mas entendo quem diz que dava pra fazer um filme melhor sobre ele. O enfoque na relação do Stephen e da Jane é válido pra mim, mas, de fato, parece não ser o suficiente. Acaba sendo um filme mais sobre relacionamento do que qualquer outra coisa. A atuação do Redmayne é acima de média, claro, mas não me passou tanta verdade, parece mais uma imitação. Fiquei malzona no começo, com a descoberta da doença e tal, mas o resto do filme não me tocou. Não chego a dizer que o filme é apelativo, mas parece mesmo ter sido feito “pra ganhar prêmio”. Por outro lado, gostei bastante da Jane! Já admiro ela na vida real, que mulher forte!

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Whiplash

Ai que loucura, ai que absurdo! Com o perdão do trocadilho, é um dos filmes com melhor ritmo! O enredo se desenrola muito bem e a montagem das cenas musicais é fora de série. J.K. Simmons tá destruidor, não sabia se ria ou chorava com as trolladas dele. Mas não achei o filme tão escandalooooso de bom assim. O enredo em si é bem simples – o que não é necessariamente ruim -, mas não é lá muito inovador. Lembrei de Cisne Negro, de novo, e continuo achando-o melhor, mais denso. O protagonista é F-O-D-A na bateria, mas não sustenta a história – aliás, acho até que a relação dele com o J.K. faz dos dois os protagonistas. Mas ainda valer assistir por motivos de: cenas insaaaanas de jazz!

Data do post original: 20 de fevereiro de 2015

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