Frozen (2013)

Depois do apelo de vários amigos meus, lá fui eu assistir Frozen, a nova animação da Disney que foi lançada já há algum tempo. Confesso: assisti meio obrigadinha… Desde a decepção que tive com Detona Ralph, não esperava grandes coisas dessa ~Disney da nova geração~ – fiquei animadíssima com a temática de arcade games, mas ela não foi tão bem explorada como poderia e a história não me cativou tanto. Dada a insistência da galhera, dei uma chance. E que bela surpresa eu tive!

Frozen foi diferente pra mim de muitas formas. Pra começar, foi a primeira vez que vi uma animação infantil em versão legendada – antes da dublada em português. Isso já mudou um pouco minha percepção, e estranhamente me fez ver o filme como adulta (estou ficando velha, snif). O começo já agradou com a musiquinha de introdução! Não que seja a música mais animada da vida, mas fiquei feliz em ver que a Disney voltou às raízes – “Nossas animações são musicais SIM, e daí?” – em vez de pagar de descolada. Musiquinhas fazem bem pras crianças, gente! Não tem coisa mais emocionante que ouvir as músicas dos filmes que eu via na infância – e cantar junto independente de onde eu esteja, é claro.

Aí temos aquele comecinho de “como foi minha infância” pra construir as personagens: Anna, a carismática caçula, e Elsa, sufocada por seus poderes e fadada ao isolamento. Pra mim, a Anna é a verdadeira protagonista, apesar de preferir a Elsa (que parece ser usada como uma força que potencializa a história). No fim das contas, é a jornada da Anna que a gente acompanha com mais detalhes; e eu, pelo menos, senti falta de um maior desenvolvimento da Elsa – e não, não estou falando de um par romântico. Bitch, please. Aliás, essa é a característica mais marcante de Frozen: quede donzelas indefesas?

Confesso que no começo, como já tinha gostado da Elsa, fiquei olhando pra Anna tipo “Ai ai, essa aí só vai se meter em confusão e a Elsa que vai ter que resolver”… Ledo engano! A verdade é que a Anna é muito macha, deixa o cara lá tipo “Cuida da casa aê, homem, tenho assuntos a tratar”. Meu respeito por ela só cresceu no decorrer da história, especialmente no final. Perceberam como ela SE salvou? Que outra princesa já fez isso? E o fato da Elsa ser, de longe, a personagem mais forte e influente em relação às demais, alguém aí pensou nisso? Personagens femininas assim são ótimos exemplos pras menininhas de agora saberem que não tem essa de ficar toda bonequinha, que elas tem mesmo é que lutar pra conquistar o que querem!

Outra questão interessante que meu irmão apontou (sim, eu converso com as pessoas antes de postar pra ver se o filme dá caldo): Frozen ainda dá uma zuadinha no amor à primeira vista presente em tantos clássicos da Disney. Todo mundo tira sarro da Anna quando ela diz que tá apaixonada pelo Hans. Quando o coração da Anna congela e o trollzinho diz que a cura está num “ato de amor verdadeiro”, fiquei um tantinho decepcionada. Tava demorando pra entrarem na mesma urgência de salvar a mocinha… NOT! Eis que Frozen surpreende de novo, lembrando a gente que o amor tem várias formas de se manifestar. Fiquei muito satisfeita com o final e nem reclamei do amor ser a solução pra aquecer o gelo da Elsa – até porque, é uma metáfora muito fofinha.

Só não gostei muito da construção do Hans… Suspeitei dele, mas ele agiu como bonzinho durante mais da metade do filme, então deixei quieto. Aí chega o fim e TA-DAAA, ele é mau! Não foi lá a reviravolta mais bem desenvolvida, ainda que o momento dele se revelar tenha sido bem escolhido. Por outro lado, gostei muito do Kristoff, bem tranquilão, o perfeito coadjuvante. Ele não se faz de herói, mas acaba conquistando a gente pela autenticidade. O Olaf é um alívio cômico bem okzinho – não chega a ser um Burro do Shrek, mas é um personagem bem gracioso.

Pra fechar, vamos falar da trilha? VAMOOOS! Ainda não ouvi nada da versão brasileira, mas gostei demais de Love’s An Open Door e obviamente de Let It Go. Aproveito pra deixar minha indignação pela versão da Demi Lovato. Gosto dela, cantou bem, mas…Pra quê? A versão da Idina Menzel (veterana da Broadway, mãe da Rachel em Glee, maravilhosa dubladora da Elsa) já fez o requisito, pra que fazer uma versão popzinha? Achei deselegante. Ah, dica: lá no youtube tem a OST completa incluindo demos de músicas que não entraram no filme! Muito amor, me deixou na vibe pra escrever isso aqui.

Chega, esse post tá grande demais! Frozen me deixou muito feliz por resgatar aquele gostinho de Disney que eu não sentia há um bom tempo, além de ousar nos aspectos que comentei aqui. Gostei de ver tanto girl power, musicalidade e fofurice – além do gelo, né… Adoro verão, mas tá um calor tamanho que for the first time in forever nem eu tô aguentando! Acho que vou chamar a Elsa pra dar uma passadinha aqui, haha.
PS: Acho Enrolados beeeem mais ou menos. Desculpem. Culpo o Luciano Huck.

Data do post original: 30 de janeiro de 2014

Advertisements

One thought on “Frozen (2013)

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s