Give me love

Olá, jovens! Depois da retrospectiva do último post, reparei que faz um booom tempo que não falo de videoclipes – o que foi uma surpresa, porque eu sou viciada neles. Aí, fiquei procurando algum clipe legal, mas diferente dos que já mostrei aqui. Achei alguns bem originais e legais, mas estava em busca de um com “historinha”. Daí, fui rever a lindeza que é esse clipe de Give me love, música fofinha do Ed Sheeran.

Ele já começa com uma cena inusitada e uma caminhada em slowmotion bem no estilo fim-de-episódio-de-Grey’s-Anatomy. Só então somos levados a conhecer a protagonista e alguns elementos de seu universo. Acho interessante como essa menina é bonitinha, mas não de um jeito avassalador (a carinha triste dela parece super sincera, tadinha), o que acaba gerando mais empatia. Parece um detalhe tonto, mas quero ressaltar a importância de um casting bem feitinho. Casting é o ato de selecionar atores para sua produção, aliás.

Eis que a música sobe no refrão e TCHANS! Ela não é uma garota linda e estranhamente solitária, ela é o cupido! Por essa vocês não esperavam, né? Achei essa inversão de gênero do cupido bem criativa, a propósito – ok, tem gente que fala que essas criaturas mágicas são assexuadas, mas todo mundo associa o cupido a um menininho gordinho e serelepe, que faz as pessoas se apaixonarem por dever ou só pra causar mesmo.

Nesse clipe, somos apresentados a uma situação interessante: essa cupida (ficou estranho, mas vai assim mesmo) tem o dever de fazer os outros se apaixonarem, mas e ela? Para todos os efeitos, o amor é trabalho. Mas, ao observar as reações que suas flechas provocam, ela começa a sentir um vazio… Por mais que o ato de se apaixonar seja familiar a ela, é também um fator externo, distante de si. Não é só carência ou invejinha dos outros: afinal, se ela fosse amarga a esse ponto, simplesmente não atiraria sua flechas. “Se eu não posso ter, ninguém vai”!

Não, a postura dela é diferente. Resignada, ela reprime esse desejo, mas começa a se sentir sufocada por ele. Aí ela começa a causar, como quando atira flechas em dois caras, e eles se apaixonam pela mesma garota (2:52 e 3:00). A propósito, as cenas dela atirando as flechas são lindas, e as flechadas são bem ritmadas com a música. Destaque também para os efeitos dos planos em 0:45, 1:09, 3:37 e AAH, TODOS! Estou em um relacionamento sério com a fotografia desse clipe,  cada vez que vejo reparo em um plano diferente!

Mas a melhor cena, com certeza, é a da balada. A música muda um pouco, de uma baladinha mais fofa a um som que parece quase um feitiço primitivo, um mantra, algo assim. Fica tudo mais frenético, e nossa cupida ardilosa vai apunhalando as pessoas com suas flechas (olha aí porque tem gente que se apaixona na balada!). Os gritos de “Love me!” também se relacionam ao momento em que ela está atingindo seu limite e BOOM! Estamos de volta à cena inicial, a cena do crime – que é, na verdade, de suicídio… Será mesmo? Assistam esse clipe maravilhoso e verão!

Data do post original: 11 de agosto de 2013

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