Magia ao Luar (2014)

Quando você vira fãzoca de um diretor, é sempre uma alegria quando um filme novo dele entra em cartaz. Ainda não parei pra falar sobre o Woody aqui no blog (quero zerar a filmografia dele antes), mas ele é com certeza uma das minhas maiores referências pra roteiro. Não me cabe ficar analisando as fases dele como realizador, comparando cada filme novo com os seus mais consagrados. Woody Allen construiu uma carreira sólida com seu estilo  próprio, e sempre faz filmes agradáveis de se assistir – Magia ao Luar não foi diferente!

Só sabia da premissa – mágico veterano tenta desmascarar jovem médium – e do título; não esperava lá muita coisa. Mas, fã que sou, achei que seria falta de consideração não assistir quando tivesse e a chance, e lá fui eu. Gostei muuuuito mais do que esperava! As atuações de Colin Firth (melhor pessoa <3) e Emma Stone dão ainda mais graça aos seus personagens. Num contexto mais antigo – lá da Europa nos anos 20- 30 -, que o Woody sempre faz questão de exaltar, o filme evidencia temas atuais de espiritualidade, afeto e perspectiva de vida, com um humor que varia do ácido ao mais inocente.

Como sempre, a trama flui sem dificuldade e os diálogos são divertidos e eficazes. Engraçado que quem não conhece o Woody Allen e vai ver um filme dele pode ficar meio “Poxa, só isso? Falam tanto desse cara…” – eu mesma pensei algo semelhante! Mas, com exceção de alguns de seus melhores filmes (como Zelig e Meia Noite em Paris), o Woody não é de inventar muita moda, não. Essa leveza e fluidez dos seus roteiros transparece como simplicidade – e vocês não fazem IDEIA de como é difícil escrever algo simples e de qualidade.

Sempre achei isso dos filmes dele: você assiste, gosta e fica tipo “ok”, mas depois dá pra ficar horas refletindo sobre os temas discutidos. Magia ao Luar, aliás, traz a tona temas religiosos e místicos com uma dose mais branda de sarcasmo que o habitual do Woody, ateu convicto. Ele chega até a reconhecer a importância da crença, mesmo não praticando-a pessoalmente. Aliás, essa é uma característica única de Allen: mesmo quando ele para de atuar em seus filmes, quase todos os protagonistas homens são verdadeiras representações do diretor. As atuações ficam até parecidinhas nos trejeitos e entonações!
Pra não falarem que fiquei babando no filme só porque é dele, admito que não é a história mais surpreendente. Na verdade, até cheguei a prever a cena final uns minutinhos antes – fiquei até orgulhosa de mim, haha. Dá pra ver que o Woody não se desdobrou muito pra desenvolver o enredo, o que não faz dele malfeito ou desleixado. É tradicional, funciona. É uma escolha dele não partir pra ~ozadia~, se você acha que isso é ser acomodado, tudo bem… Mas acho que ele não se importa. Sem ofensas. Mas, bom, assista e me diga o que achou!

Data do post original: 4 de setembro de 2014

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