(notes on) Biology (2011)

Véspera de feriado e aqui estou eu, fornecendo entretenimento de maneira engraçadinha pra vocês. Esses dias comecei a organizar os posts em tags, pra facilitar pra quem gosta de um tipo de post/vídeo, e descobri que um vídeo que coloquei aqui foi tirado do ar, sacaneando e invalidando meu post totalmente (o stopmotion Dude, Where’s My Dog? – nem vou linkar, porque né). Mas lembro que o pessoal curtiu bastante essa técnica, e lá fui eu achar um ~substituto~ que seguisse essa linha. E foi assim que encontrei o divertidíssimo (notes on) Biology, da equipe Ornana Films.

Logo no começo, o stopmotion já é notável, e dá um ritmo diferente pra cena inicial. Não sei se é porque estou mais acostumada com animações em stopmotion, mas acho tão exótico (no bom sentido, claro) ver pessoas se movimentando desse jeito! Já gostei também dos diferentes cadernos e fichários – que acabam ilustrando os diferentes tipos de aluno. Nunca tinha reparado muito nisso, achei legal. Esse comecinho nos revela que o enfoque está justamente nas anotações, e não nas personagens.

Eis que chega o protagonista e descobrimos que  são dele as anotações mencionadas no título, que são bem… Diferentes do esperado, talvez. Aí começa a parte legal, em que as anotações ganham movimento e vão formando cenas e mais cenas arquitetadas pela imaginação desse garotinho juvenil. A partir de  2:27, eu já tava achando um máximo, sou bem impressionável quando o assunto é stopmotion. Imagine você a minha cara nos momentos seguintes! UAU!

Gosto particularmente do momento a partir de 3:49, que cria um efeito de câmera lenta pelo virar as páginas do caderno. Ele meio que traz o espectador de volta à realidade – a animação que acompanhamos nada mais é que uma sequência de desenhos em alta velocidade. Sei que falo isso toda vez que falo de animação, mas imagina o trabalho que isso dá, cara!!! Fico passada, porque o resultado é de uma fluidez insana.

Deu pra reparar na trilha também, parece um tipo de beatbox, deu um ritmo bem bacana e combinou com a situação – é como se o protagonista estivesse fazendo os efeitos sonoros para sua “obra de arte”. E quando o professor chama a atenção (dele e nossa, diga-se de passagem), parece realmente que estamos viajando naquela aula enfadonha de Ensino Médio. Quase nostálgico, não?

Felizmente, nosso protagonista é sortudo e ligeiro – nem todos nós tivemos essa sorte… Mas enfim, que delícia de curta, não é não, gente? E não perca os créditos finais, lindíssimos de se ver! E combina com a vibe de volta às aulas que alguns de vocês devem estar sentido. Eu não, minhas aulas só voltam depois do carnaval, HA! Não me odeiem, mais sossego pra mim significa mais posts pra vocês! Todo mundo fica feliz, eba!

Data do post original: 24 de janeiro de 2013

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