O Gato (2003)

Aviso importante: não, você não precisa ter assistido O Gato pra ler o post de hoje! E digo isso não só porque, se eu dependesse de quem viu o filme, teria 5 views no máximo para esse post. Mas é que esse filme serve de ponto de partida para uma questão que vale pra qualquer admirador de cinema, uma questão que eu acho importante e digna de menção. Tô sendo muito formal, né? Calma, sou eu aqui mesmo. No maior estilo palestra de auto-ajuda americana, vou começar perguntando à minha plateia virtual e (em sua maior parte) imaginária: o que faz um filme ser bom?

Pra vocês não se perderem, vamos dar uns passinhos pra trás: O Gato é um filme que fez parte da minha infância, e de alguns anos depois também. Eu e os meus irmãos piramos nesse filme, sempre achamos tão divertido quanto O Grinch (dois filmes adaptados de obras do Dr. Seuss, vocês devem saber). Eis que um dia, nem lembro o porquê, fui pesquisar sobre O Gato na internet e descubro que o filme é considerado um lixo – não, sério, ele ganhou prêmios de Pior Filme, inclusive um chamado “Pior Tentativa De Se Fazer Um Filme”, esse eu me lembrei bem.

Os críticos caem matando, dizem que é ofensivo, forçado e totalmente impróprio pra crianças. Até o detentor dos direitos autorais das obras do Dr. Seuss proibiu que se fizessem outras adaptações para o cinema, depois de O Gato. A coisa foi feia mesmo, lembro que fiquei numa crise de identidade desgraçada depois disso (“AI MEU DEUS, eu não tenho bom gosto!!!”). Mas sabe qual é a verdade? Eu ainda adoro aquele filme!

cat

Sempre que tento apresentar esse filme pra alguém, faço questão de fazer um damage control antes: explico que ele requer um nível específico de babaquice. E isso é muito verdade! Tem coisas que se você for um pouco mais sério, você não vai achar graça (tipo Hermes e Renato, o vídeo do choque da uva, etc). E se for assistir pra avaliar e aperfeiçoar seus conhecimentos de cinéfilo, meu filho, aí que não vai gostar mesmo…

Voltando à pergunta inicial, é difícil definir os atributos que fazem um filme bom porque – pasmem – eles variam! Ok, você pode ser genérico e enumerar alguns (fotografia bonita, roteiro com uma trama bem delineada, grandes atuações), mas eu du-vi-do que todos os filmes que você gosta se encaixem nessa lista. E mesmo que se encaixassem, nada te impediria de gostar de algum filme que não possua todos os itens.

Pra filmes diferentes, o ideal é adotar posturas diferentes como espectador. Você não assiste uma comédia romântica por causa dos belos diálogos nem assiste um drama pra dar risada (pode acontecer, né). A experiência de se assistir um filme é  totalmente subjetiva e particular – tanto na relação do gosto espectador com o filme quanto a ~vibe~ em que ele está. Já me aconteceu, por exemplo, de ver um filme triste num momento em que estava feliz, e a história não me emocionar tanto.

Claro, em aspectos técnicos, a coisa fica menos maleável – mas nós estamos falando de você, que assiste por lazer. Aliás, mesmo quem é especialista pode se dar ao luxo de fazer isso, embora seja mais difícil pra ele não reparar nesse CONTRA-PLONGÉE MARAVILHOSO! O que estou tentando dizer é: permita-se assistir um filme considerado ruim pela crítica de vez em quando. Você pode concordar, de fato, mas o importante é que você  pode discordar!  Liberte-se, infeliz! Digo, permita-se, querido leitor!

Pra fechar o post, digo que mostrei o filme pro meu priminho de oito anos e ele ADOROU! Acho que o pessoal que ficou criticando deve ter levado criança pequena demais pra ver o filme. Pô galera, bom senso, né? É um cara vestido de GATO GIGANTE! Eu tinha pavor desses caras fantasiados quando era menor… Mas admito que o filme não é tão infantil assim, porque rio demais toda vez que assisto. E eu não sou infantil. Sou babaca, só isso! Se você for também, recomendo DEMAIS! Se não… Obrigada pela visita!

[Abrindo parênteses colchetes, quero destacar o papel do dublador do Gato no Brasil, o Marco Ribeiro (ele faz a voz do Woody!). Assim como o fantástico Guilherme Briggs na pele de Grinch, Marco trouxe uma personalidade própria para sua personagem. Povo só fala de dublagem pra criticar? Not me! As piadas foram muito bem adaptadas, a equipe que fez esse trabalho de adaptação merece crédito, congrats!

Data do post original: 31 de janeiro de 2013

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