O Poderoso Chefão (1972)

Só de escrever esse nome já consigo ouvir as primeiras notinhas da música tema…Tal como Titanic, no domingo passado pude dar um fim a esse débito que eu tinha com a humanidade e assisti O Poderoso Chefão (vou chamar de The Godfather a partir daqui, pra simplificar)! E em grande estilo, numa dessas exibições de clássicos que o Cinemark tem realizado – que ideia maravilhosa, a propósito!

O que eu conhecia antes de assistir: a figura do Don Corleone, a música tema (que já mencionei), a presença do Al Pacino em algum momento (pois é), a fala “Leave the gun, take the canolli” e a porta fechando no final. Ou seja, muita coisa desconhecida nas 3 horas que me aguardavam.

E já começo falando da trilha, que é mega marcante e embala perfeitamente cada sequência. As cenas já eram boas por si só, mas a trilha sempre surgia e se aconchegava toda, se encaixando como uma luva nas situações mostradas. A música do início do filme já me deixou maluca, quando tocou a música tema, então… Foi de arrepiar, emocionante demais!

Outra coisa que me deixou maravilhada: a trama se desenrola de forma extremamente eficaz, te deixa pi-lha-do. Lembrando que trama e história não são a mesma coisa: na verdade, a trama é a maneira como a história se desenvolve, a sua estrutura, digamos assim. É um aspecto bem sutil (dificilmente você sai do cinema falando “gostei da trama!”), mas crucial pra um filme funcionar ou não.

Só desse aspecto ter me saltado aos olhos já me provou que The Godfather é um filmaço!  Tanto que, juro, não senti que o filme é longo. Ele é cheio de cenas impactantes e que interferem no decorrer do enredo, não te deixa “descansar”. Parece tentar transmitir a sensação de se deixar envolver com a máfia, essa tensão que te deixa em estado permanente de alerta – até porque, mafiosa que sou, sei muito bem do que estou falando.

O roteiro também me agrada bastante, por ser bem eficiente: nada de blablablá, todas as falas importam. E, claro, não dá pra não falar nas atuações monstruosas (de boas) nesse filme! É engraçado que, de tanto ouvir falar, a gente acaba respeitando nomes como Marlon Brando e Al Pacino por osmose – mas vendo com os próprios olhos, aí sim você pode dizer com convicção: esse cara é foda!

Já quero sair apertando as bochechinhas das pessoas que nem o Don Corleone faz, haha. Ainda preciso assistir as sequências, deixo pra falar na história no geral quando terminar a trilogia. Mas The Godfather funciona por si só e realmente merece os zilhões de elogios que recebe. O cinema agradece sua existência!

Data do post original: 24 de julho de 2014

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