Pulp Fiction (1994) + 2 anos de ASSISTER

Post atrasado, mas chegou! No dia 26 de julho, este pequeno blog de posts grandes fez dois anos! Fiquei chocada, como o tempo passa rápido, não? Por ser uma data especial, nada mais justo que falar de um filme especial: a obra-prima do meu diretor preferido, que completa minha idade esse ano (20). Achei que seria bacana juntar duas coisas importantes, mas fiquei intimidada a escrever e nada do post sair!

Agora mesmo me sinto aqueles comediantes de stand up iniciantes sem gancho pra piada, tipo “Esses dias tava passando Pulp Fiction na TV, vocês já viram aquele filme lá, Pulp Fiction?”. O que me deixa mais hesitona a falar desse filme é que ele é TÃO diferente e TÃO consagrado que quase não resta o que falar de novo sobre ele. Então, lá vai uma analogia tonta: se o Tarantino fosse uma diva, Pulp Fiction com certeza seria o hit que o levou à fama – seu Crazy in Love, digamos assim (aposto que ISSO vocês nunca viram numa resenha desse filme, rá!).

Continuando esse raciocínio: se você gosta de um artista e passa a ouvir todas as suas músicas, não tem aquela época que você cansa das famosas e fica mais nas outras? Tive isso com o Tarantino, por isso fiquei um tempinho meio saturada de Pulp Fiction, confesso. Assisti de novo recentemente e não tem jeito: é mesmo o melhor trabalho dele. Se em Kill Bill, Tarantino faz um filme a seu gosto e, em Django, usa uma estrutura convencional e deixa a ousadia para a história e sua ambientação, Pulp Fiction é o ápice da suas habilidades como roteirista.

Primeiro ele pega o tema, que é, evidentemente, a violência. Em várias formas, com diferentes finalidades – dinheiro, “dever”, fetiche, adrenalina -, gerando imagens fortes, mas nada muito traumatizante (aliás, quando li na classificação que tinha estupro fiquei tensa o filme todo, mal sabia eu…). Daí, temos personagens icônicos e instigantes. Em Pulp Fiction, não vemos sequências explicativas, que mostram o universo da personagem antes de introduzir a ação: essas duas coisas acontecem paralelamente, o que te deixa curioso sobre as personagens tipo “qual é a dele(a)?”.
Personagens e temas ok, vamos pra história! As situações mostradas no filme são muito distintas (acerto de contas, encontro, fuga, assalto), mas tomam forma pelas personalidades que as vivenciam e, assim, se aproximam. Gosto também das quebras de clima inseridas na história: um casal trocando palavras de amor antes de realizar um assalto, um assassinato por engano quando Vincent vira-se para fazer uma pergunta… São cenas como essa que deixam o enredo ainda mais divertido e cativante.

Só então chegamos ao aspecto mais comentado, a desconstrução na estrutura do roteiro. E não só por pelo filme não respeitar a ordem cronológica; mas porque a ordem escolhida é a ideal. Lembro de pensar nisso assim que o filme acabou: “Não podia ser de outro jeito!”. E é engraçado, porque você quase esquece que, na verdade, o Vincent morreu. Fico triste e não gosto de pensar na ordem real das coisas, pra mim a história acaba daquele jeito descolado! Deve ser por isso que não gosto tanto da parte do Buck, mas reconheço que ela dá uma boa diversificada no enredo.

Pra fechar, temos as relações que Tarantino estabelece das cenas com a trilha sonora, um show à parte. Não tenho tanto conhecimento sobre essa parte, mas não é à toa que é uma das mais marcantes do cinema. Pulp Fiction é um filme com leis próprias, tanto na forma quanto no conteúdo. E ao mesmo tempo que dizem que superestimado, vejo muita série e filme por aí forçando diálogos inusitados, tentando consagrá-los como o do Le Big Mac. Independentemente, Pulp Fiction já tem lugar cativo em qualquer lista de melhores filmes!

PS: Ninguém me perguntou, mas a parte que mais gosto (depois do final) é a Bonnie’s Situation. O Mr. Wolf, interpretado pelo fofo Harvey Keitel (grande “padrinho” do Taranta), é divertidíssimo e fala uma das minhas falas preferidas (das desconhecidas): “So pretty please, with sugar on top, clean the fucking car”. Também é sempre um prazer ver as participações do próprio Tarantino, todo revoltadinho!

Data do post original: 10 de agosto de 2014

Advertisements

2 thoughts on “Pulp Fiction (1994) + 2 anos de ASSISTER

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s