Ru Paul’s Drag Race

Me rendi! Eu sabia que depois dos meus amigos ficarem fofocando sobre isso o tempo todo, ia acabar assistindo. Só não sabia que iria ficar tão viciada quanto eles – sim, Rods e Mamá, esses são vocês. Fui recentemente apresentada ao Ru Paul’s Drag Race, o reality show de competição mais fabuloso desse mundão! E sim, você não entendeu o nome errado: o “Drag” é de dragqueen mesmo!

Não escondo de ninguém meu total apoio à causa LGBT, e tenho zero interesse em atrair leitores preconceituosos, então não vi problemas em falar sobre isso aqui. Mas vou confessar que dragqueen é um território novo! Sempre me perdi com definições de gênero além de heterossexual e homossexual, por falta de conhecimento mesmo. Por isso, a diferença entre travesti, dragqueen e transexual sempre me foi confusa. Agora está tudo claro como o dia!

E olha, que sacada genial! As drag queens são realmente personagens fantásticos pra um reality show. A descoberta mais marcante pra mim, ao assistir ao Drag Race, foi a de que as dragqueens não querem ser mulheres. São apenas homens que gostam de se vestir de mulher de forma performática e extravagante (nem sempre realista, tentando parece uma mulher de verdade). Uma frase de uma das participantes resume tudo: “Eu me vestir de mulher não me faz menos homem”.

Além disso, a maioria delas faz suas próprias roupas e tem múltiplos talentos (canto, dança, etc). Isso traz uma variedade maravilhosa de provas e não deixa o programa cansativo – cada episódio, uma novidade. Isso sem falar das personalidades fortíssimas que aparecem por lá – prato cheio pra polêmicas, tiradas geniais e tudo que um reality show tem direito! Mas o que não dá pra negar em nenhuma delas é a coragem: tem que ser MUITO segura de si pra fazer o que elas fazem em um mundo cheio de gente intolerante como o nosso.

É o que a própria Ru Paul diz em todo o episódio: Qualquer homem que tem coragem de sair de casa de salto alto é meu herói. Elas não se deixam definir pelo que os outros dizem e são felizes assim – um verdadeiro exemplo de autenticidade. Ademais, essa admiração pelo corpo feminino (nessa busca de assimilar-se às formas femininas) é também um incentivo para que nós mulheres tenhamos orgulho e confiança por sermos como somos.

E como não falar da estrela que comanda o reality? Confesso que não conhecia a Ru Paul antes de Drag Race, mas já virei fã! Acho bacana a forma como ela trata as participantes, como se fossem um grupo de amigas se divertindo. Até no desfile final, em que as drags desfilam da forma mais glamurosa possível, ela e os jurados fazem comentários do tipo: “Arrasou! Que mulher feroz! Me ataca!”. É bacana que a Ru apareça como homem mesmo, assim como os participantes – o que evidencia essa transformação com a qual elas estão tão acostumadas, mas que pra gente é uma loucura!

Ah, outra coisa que acho super: os assistentes de palco sempre só de cueca/sunga/derivados. Se no começo é uma coisa esquisita de ver, e até meio “desconfortável”, propõe uma discussão interessante: ué, então assistente  de palco mulher pode ficar só de biquíni e homem não? Qual a diferença? Pois é, a gente não tá acostumado a ver o corpo do homem como objeto, né? Mas a Ru Paul e suas lindas “filhinhas” estão, sim!

Bom, basicamente é isso. Sei que, por mais que eu fale por horas, muita gente não vai se interessar em ver, e tudo bem! Cada um no seu quadrado, respeitando o do outro – mesmo que seja um triângulo, lonsango, whatever. Quem se animar, vem na minha que você vai se divertir MUITO!

Data do post original: 21 de janeiro de 2015

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