TOP FIVE: Finais legais

SPOILER, SOCORROOOO! MULHERES E CRIANÇAS PRIMEIRO!!!! – Não, gente, calma. Tentarei fazer o impossível: falar sobre finais legais sem fazê-los perder a graça. Pode parecer que estou forçando polêmica, mas na verdade acho legal abrir aqui uma discussão sobre essa parte tão importante para qualquer filme – digo mais: para qualquer história! Pois é, o fim é aquela parte decisiva; tudo o que foi mostrado na narrativa nos leva a este momento. Um bom desfecho pode salvar um filme “mais ou menos” tanto quanto um final ridículo estraga um enredo emocionante.

Por esses e outros motivos, escrever o fim de uma história é bastante angustiante. Você já cativou sua audiência por um período de tempo considerável – eles QUEREM saber o que vai acontecer com os  seus personagens. Se o final não alcançar suas exigentes expectativas, o espectador se sente traído, como se tivesse perdido seu tempo. Quer pressão maior que essa? Nenhum diretor/roteirista/etc quer que seu trabalho seja considerado perda de tempo. Seria o equivalente a gente pra uma mãe e dizer “Nossa, seu filho é feio, hein?”. Not cool.

O ideal é trazer aquele sentimento de satisfação para o espectador, bem no estilo “Ufa, não poderia acabar de outro jeito”. Claro, não dá pra agradar plenamente a todos, sempre pode rolar um “Mas esse personagem bem que podia…”, mas isso é detalhe. Também não adiantar querer impressionar demais! É difícil – pra não dizer impossível – ser 100% original no cinema, que tem quase 100 anos de vida. Muitas histórias se repetem, é normal. Assim, creio eu que vale mais a pena lapidar a FORMA como o filme acaba, e não o CONTEÚDO (o que acontece).

Já não aconteceu de, no decorrer do filme, você já desvendar mais ou menos o que vai acontecer no final, e mesmo assim gostar dele? Aí que está! Não anulo os finais realmente surpreendentes, em que ocorre quebra de expectativa, mas a ocorrência destes é um pouco menor. Apenas acho interessante como o fim de um filme, por mais previsível que seja, consegue nos encantar!

No TOP FIVE de hoje, selecionei exemplos de filmes que, de um jeito ou de outro, me deixaram com aquela sensação de dever cumprido! Como não quero entrar em detalhes, falarei só um pouco de cada um (até porque, essa introdução ficou meio grande). Na minha opinião, eles valem a pena – espero que vocês concordem!

  1. Batman: Dark Night Rises (2012)

Não é só de filmes cult que se vive a vida! Não domino esse universo de HQs e derivados, mas os novos filmes do Batman tem um lugarzinho no meu coração. De maneira geral, o segundo filme foi mais consistente (e tinha melhores atuações), mas a trilogia acaba mesmo no Dark Night Rises, né? E o jeito como acaba é muito legal! Uma sequência rapidinha, mas que diz tudo o que precisava dizer. Sobe aquela trilha maravilhosa, sobem os créditos e pronto: saio feliz do cinema, assim como muitos!

 

  1. Segundas Intenções (1999)

Uma versão moderninha e jovial do livro Ligações Perigosas, esse filme tem algumas situações um pouco ~exóticas~, mas não chega a comprometer o resultado final. Pois é, além da trilha MARAVILHOSA, Segundas Intenções tem uma cena final interessantíssima, com a trilha subindo, slow motion e tudo o que tem direito! Uma lindeza!

 

 

  1. Ilha do Medo (2010)

Apesar do nome adaptado ter essa vibe de filme de terror ruim, esse filme é outro que julgo imperdível. Para tranquilizar os medrosos que nem eu, relaxem que tá tranquilo (o que mais me assustou foi a cara de uma velhinha, mas sem grandes traumas). No final, lembro que fiquei gritando que nem doida, mas não foi de medo. Enfim, vou fazer a misteriosa e deixar no ar!

 

  1. Psicose (1960)

Nem sempre o filme mais famoso de um diretor é o seu melhor filme; mas com o Hitchcock, é bem isso. Apesar do acervo maravilhoso que ele deixou para nosso deleite, Psicose é um daqueles filmes que todo mundo sempre elogia (até irrita, né?), e você só entende o porquê depois de assistir. Os créditos iniciais já me deixam MALUCA, a cena final, então… Enfim, Psicose vai muito além da cena do chuveiro.

 

  1. Donnie Darko (2001)

Provavelmente vão me queimar na fogueira por ter deixado Psicose em segundo, mas é que Donnie Darko me deixou besta. Não fazia a MÍNIMA ideia do que esperar desse filme – o que, no fim das contas, deve ter contribuído para minha reação no final. É um filme muito diferente, sabe? Daqueles que, a cada vez que você assistir, você vai captar uma coisa nova. Não tenham medo do coelho (na primeira cena ele assusta, mas depois passa, juro) e deem uma chance!

Data do post original: 24 de maio de 2013

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