Torn

Calma, calma, eu sei muito bem o que vocês estão pensando (“Essa ditadora tá querendo obrigar a gente a assistir Glee!”), mas eu não pude deixar de reparar na performance de Torn no episódio dessa semana! A escolha dos vídeos para  o blog vai muito pelo feeling, ouço um estalo dentro de mim dizendo “Você tem que escrever sobre isso!”. Não vou repetir as especificações que determinei no primeiro post de Glee, porque quem já é de casa sabe que não precisa se preocupar e vai aproveitar tanto quanto os leitores que acompanham a série.

Ok, deixe-me situar vocês primeiro: nossa personagem, Rachel, está em um dilema muito específico, mas que a faz refletir sobre o quanto ela mudou desde que foi pra faculdade. E como Glee não pode deixar de ser Glee, ela tem uma conversa com seu eu do passado, que nos leva a esse dueto (consigo mesma, sim). Pois é, coisas estranhas acontecem nessa série… Mas enfim, a partir disso, dá pra identificar umas escolhas bem interessantes do diretor.

O começo tá ok, aquele velho truque do dublê de costas… Pra dar uma fluidez maior, temos movimentos “circulares” rapidinhos com a câmera – mas até aí, nada de novo. A parte legal mesmo começa em 0:32, em um plano sequência (sem cortes) que acompanha a Rachel do presente. A Rachel do passado some (até porque, tudo não passa de um diálogo interno), mas OPA! Olha ela ali de novo! E, se você ver mais uma vez, tem a impressão de que é um plano sequência – obviamente não é, mas foi uma transição quase imperceptível!

Durante o clipe, temos vários momentos semelhantes: a câmera enquadrada uma Rachel, se movimenta rapidamente e lá está a outra Rachel, tudo aparentemente no mesmo plano (mas só existe uma Rachel, né gente). Até que, em 1:33,  finalmente temos as duas lado a lado, ai que loucura! Esse efeito clone já é bem conhecido, mas funcionou pra dar uma variada nos enquadramentos. Mas calma, que o destaque do vídeo (pelo menos pra mim) acontece logo depois, a partir de 1:41. GENTE, QUE LEGAL! Adorei as trocas rápidas, que acontecem conforme a “vez de cantar” de cada Rachel.

Agora, com exclusividade pra vocês: achei um erro! Quer dizer, pode ter sido intencional, mas vendo o vídeo várias vezes, tenho lá minhas dúvidas. Em 1:52, a Rachel do passado olha no reflexo e vê a Rachel do presente. Em 1:54, vemos no reflexo do fundo a Rachel do passado (ok, manteve-se a lógica). Mas em 1:58, a câmera volta pra Rachel do passado e o reflexo ainda é da Rachel do passado! Pensando assim, o efeito em 2:07 da câmera “entrando” no espelho deve ter sido escolhido porque o diretor já tava de saco cheio de se preocupar com o espelho de trás… Estamos de olho, Ryan Murphy!

Tirando o que já comentei, temos a profundidade de campo em 0:51 e o flash aleatório em 0:20 que não entendi até agora (O contrarregra foi tirar foto e esqueceu de desativar o flash do Iphone? Tava trovejando no dia? Nunca saberemos). A temática foi legal também; os roteiristas de Glee tem mania de trazer discussões dos fãs pra história, e muitos tavam reclamando que a Rachel mudou demais e etc. Acho besteira pensar assim, mudar faz parte da vida, gente! Só de pensar em como eu era idiotinha há uns anos… Enfim, boa semana pra vocês!

Data do post original: 6 de fevereiro de 2013

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