Participação no Vem Comigo

Logo depois que participei do programa Vem Comigo da Gazeta, pensei em escrever um post aqui sobre a experiência. Depois mudei de ideia, achei que seria muito egocêntrico. Mas agora pensei de novo e, poxa, por que não? Muita gente que eu conheço participou, e muita gente me pergunta como foi – e de improviso, nunca consigo explicar muito bem e acabo resumindo naqueles “ai, foi uma experiência ótima!”. Por isso achei que seria divertido contar alguns detalhes de uma forma mais pessoal, né?

No começo de 2012, o Goulart de Andrade fez uma palestra no teatro da Cásper e, meses depois, começaram as entrevistas para o programa. Lembrando bem, foi a primeira entrevista mais profissional que eu fiz – e GENTE, que desastre! Senti que não fui lá tão bem, especialmente pela experiência que me faltava. Não fui selecionada na primeira temporada (minha camiseta de Pulp Fiction não deu tanta sorte) e acabei desencanando. Eis que, em junho desse ano, recebo uma ligação e TCHANS! Me chamaram!

Lá fui eu pra primeira reunião, 8h30, linda e radiante, esperando pegar a reportagem dos travestis ou alguma tão polêmica quanto – imaginem a minha felicidade quando me falam que nosso tema era ponte de safena! Achei o máximo, por ser bem desafiadora e muito emblemática (afinal, o próprio Goulart fez ponte de safena!). Nem pensei na questão do sangue, imagens fortes e tudo mais, porque nunca tive muito problema com isso. Mas, de qualquer forma, só ficaria sabendo se me incomodaria se eu fosse lá ver, né não?

Discutindo em reuniões de pauta, percebemos que a maior preocupação era deixar a matéria bem equilibrada, sem pender para a frieza científica nem o melodrama televisivo. Aí vieram aquelas dificuldades de produção que a gente conhece (ou melhor, que nos foram apresentadas) em relação a gravações em hospitais, mas conseguimos quase todo material de que precisávamos (mas ainda sonho em gravar uma demonstração daquele robô dando tchauzinho, IMAGINA)!

Antes das gravações propriamente ditas, o Guilherme (cinegrafista-padeiro, risos) e eu fomos ao Incor, pra já ir definindo o que e como gravar. Fomos guiados pelo fofíssimo Dr. Dallan, que não tive a chance de agradecer no programa, mas que nos ajudou muito! OBRIGADA DR. DALLAN, VOCÊ É DEMAIS! Uma pena ele não estar no dia em que gravamos, mas o Dr. Lisboa também foi muito atencioso. Parem de generalizar e falar mal de médicos, ok? Gente ruim tem em toda profissão, poxa vida!

A diária principal foi especialmente exaustiva; registramos aproximadamente 3h das 5h de operação. É uma situação  interessante, todo mundo posicionado, a música clássica tocando, as mãos habilidosas trabalhando… A visão do tórax aberto, ao vivo, não me enojou nem um pouco (na verdade, já tinha visto na visita guiada que comentei acima). Achei até fascinante, ver como somos por dentro! Quando parávamos um pouco de gravar e eu tava na dentro da sala (a gente revezava), até subia no banquinho pra ver mais de perto. Almocei horas depois sem problemas, haha! A visão da perna com dois cortes profundos, pra remover a safena, é bem mais impactante – mas suportável, também.

E tiveram as gravações com o Goulart, claro. Pesquisei sobre ele na época de seleção do programa e só então me dei conta de como o cara é importante! O pessoal da minha geração não tem tanta noção disso, mas ele é um dos maiores ícones da televisão brasileira (pessoas acima de 30 anos devem ter lido isso e pensado “DÃ, cê jura??”). Ali, a três metros de distância. Aqui, me perguntando alguma coisa. Não que ele tenha uma postura intimidadora, mas EU FICAVA MUITO NERVOSA! E o medo de falar besteira? Na primeira gravação minha garganta simplesmente fechou e eu não conseguia falar! Devo estar com a maior cara de “por favor, não me pergunte nada, por favor, não me pergunte nada”, com medo de sair aquela voz de Voldemort. Patética, né?
Aí vieram aquelas etapas mais técnicas (decupagem, edição e etc) que não cabe ficar detalhando aqui. Gente, como fazer televisão dá trabalho! É um ritmo bem alucinante, muita coisa sendo feita em poucas semanas, mas é igualmente gratificante ver a reportagem lá, risonha e límpida, passando na TV aberta de verdade! O programa é bem legal, tem temas pra todos os gostos, deem uma olhadinha no canal do Youtube (é como eu faço pra assistir, nem sempre chego em casa a tempo de ver…). E pra quem tiver a oportunidade de participar, recomendo muito! Vem com a gente que é sucesso!

Data do post original: 22 de outubro de 2013

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