Vincent (1982)

Ahá! Pensou que eu só fico vendo vídeos recentes e fofinhos? Aqui é a tradição, rapaz!  Não sou nenhuma especialista em curtas, mas qualquer admirador do Tim Burton já ouviu falar de Vincent, curta-metragem que ele dirigiu e produziu quando ainda trabalhava na Disney – funny fact: ele participou da produção de “O Cão E A Raposa”!

O quê? Você é fã do Tim Burton e nem sabia da existência de Vincent? Não precisa se sentir poser! Assiste agora rapidinho, vai – se alguém passar por perto é só falar que tá revendo, deixamos isso entre nós.

Não sei se é a palavra mais apropriada, mas todos os elementos de Vincent são puro charme pra mim: a narração em off do próprio Vincent Price, citado na história; a animação em stop motion bem ao estilo Noiva Cadáver (claro que Vincent veio antes, mas os longas sempre são mais conhecidos, né…) e a direção de arte  em estilo expressionista, que anos mais tarde se tornaria marca registrada do diretor. O texto da narração, aliás, é um poema escrito pelo próprio Tim Burton!

Mesmo mantendo um clima macabro, a história me passa um tom levemente humorístico nas reações do Vincent, que tenta manter todos os aspectos de sua vida inseridos em uma atmosfera que ele mesmo constrói. De maneira geral, esse comportamento é comum nas crianças, mas a maneira sombria com que é retratado produz um efeito totalmente contrário ao inocente imaginário infantil.

É difícil falar sobre esse curta sem enfatizar o estilo próprio do Tim Burton, porque é uma característica que realmente chama a atenção. O fato dele se manter fiel à sua própria maneira de fazer filmes não faz dele um diretor repetitivo ou limitado – muito pelo contrário! Inspira convicção. E não deve haver nada mais gratificante que produzir um filme que tenha a sua cara, né?

Enfim, espero que vocês tenham gostado! Viram como é possível enxergar beleza nos lugares mais inusitados? Não? Tudo bem, se não curtiu não precisa forçar. A gente sente uma pressão pra gostar de obras clássicas e referenciais, mas a verdade é que cada um tem seu gosto mesmo. Só não vale desrespeitar! Imagina se você faz um desses e um bando de haters ficar criticando sem motivo? Not cool! Sejam bonzinhos, palavras machucam às vezes – não o Tim Burton, tenho a impressão que ele não dá a mínima pra essas coisas! Queria ser assim, teach me master!

Data do post original: 5 de agosto de 2012

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