Viral

Alou, amigos! Agora que cabô feriados, vou tentar fazer isso aqui direito e postar semanalmente, como todos nós sempre sonhamos. Estou cheia de assuntos pra tratar, mas decidi chegar chegando na modernidade e falar da primeira websérie produzida pela galera do Porta dos Fundos, chamada Viral. Já fiz um post sobre uma websérie lá nos primórdios do blog e do Porta no geral, mas agora vou juntar as duas coisas! Assisti, gostei e tenho minhas considerações a fazer. Simbora?

Primeiramente, deixo clara minha admiração pelo trabalho desses caras! Sério, sou fã no nível de decorar os nomes das esquetes e assistir toda semana. A maioria dos roteiros tem grandes sacadas e são muito bem estruturados – além das atuações e da fotografia, claro. De fato, era questão de tempo até que eles se aventurassem em outros formatos de vídeo, sorte nossa! Dizem que vem filme deles por aí também, vamos acompanhar.

A premissa de Viral já me chamou a atenção: um cara descobre que tem AIDS e precisa avisar todas as mulheres com quem já se relacionou (e, quem sabe, encontrar aquela que passou AIDS pra ele). Acho uma abordagem bem inusitada e divertida de um tema tão polêmico – e, geralmente, tratado cheio de eufemismos. Não acho inapropriado ser uma comédia porque faz parte da vida das pessoas, e não é porque algo do desse tipo te acontecesse que sua vida vai ser uma tragédia em tempo integral…

 

Agora vamos por partes: gostei muito da vinhetinha de abertura, a trilha e o grafismo todo minimalista deram bem certo juntos.Tecnicamente, reparei em alguns erros de continuidade na edição (especialmente nas cenas de carro), mas nada muito grosseiro. A fotografia manteve a qualidade das esquetes e a variedade de planos me agradou bastante. De primeira, estranhei o merchan explícito do Rei do Mate e outras marcas, mas depois parei e pensei: ué, não é exatamente assim nos filmes de Hollywood? Tá certo, tem que fazer mesmo!

Os personagens são bem carismáticos e tem jeitos bem distintos, como não poderia deixar de ser. Confesso que acho que o Porchat quis dar uma de Barney Stinson pegador – em alguns momentos deu certo, em outros não. Percebi a vontade de emplacar o bordão “Nice!” e soou meio desesperado (ele fala isso em TODOS os episódios pelo menos uma vez). Eis que vejo na fanpage que já tão vendendo a camiseta Nice. Achei desnecessário, mas ok. De resto, o Gregório mandou bem como protagonista e o resto do elenco fez sua parte.

Outra coisa que me incomodou: excesso de palavrões. Não tenho nada contra (tenho até amigos que falam), mas ficou exagerado demais em algumas cenas, tipo a do taxista. Sou da crença de que palavrão funciona quando nenhuma outra palavra expressaria a emoção da fala melhor que ele. Costuma dar certo pra mim. De resto, os diálogos são bons (como sempre), e a história desperta curiosidade. Gostei do final, mas as falas finais poderiam ser um pouco melhores, na minha opinião – assiste que você vai entender!

Data do post original: 8 de maio de 2014
Enfim, é basicamente isso! Mesmo que não seja de morreeeer de rir, Viral vale a pena pela ousadia e por sua execução. Pontuei coisas que não me agradaram, mas gostei muito de ver um enredo mais desenvolvido vindo do Porta e espero que eles continuem! Websérie é um formato que tem crescido muito no mundo todo, tá cheio de coisa boa por aí. Mas dá um orgulhinho ver gente daqui fazendo um trabalho tão bonito!

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