Sense8

Esse post é menos um convite do que uma intimação. Você, o que você está fazendo agora? Vendo vídeos de pugs fantasiados? Curtindo fotos de gente que não curte de volta? Mandando tweets pra sua banda favorita tipo “please come to Brazil”? Sai dessa vida! Sabe o que você poderia estar fazendo? ASSISTINDO SENSE8.

Desculpem se o meu tom parece mais agressivo, mas fico frustrada com o tanto de pessoas que não estão vendo essa série, sendo que ela é maravilhosa! Bem crazy, mas maravilhosa. Ela vai te fazer feliz, prometo. Mas calma que o bagulho é, de fato, louco. Acho que a reação mais natural para o piloto de Sense8 seria algo como: “MAS HEIN???”. Seja firme, me dê a mão e continue assistindo. Vale a pena.

Isso é uma coisa que a gente aprende quando estuda roteiro. Tem três jeitos de se construir o suspense:

  • quando o espectador descobre algo antes do personagem (bem comum em filme de terror, que a gente grita pra TV “NÃO SOBRE A ESCADA, ELE VAI TE MATAR!”);
  • quando o personagem descobre antes da gente (geralmente em fim de episódio, tipo quando o cara entra em casa e só aparece a cara dele, chocadíssimo);
  • quando a gente descobre as coisas junto com os personagens.

Ok, na verdade isso serve pra cenas, não pra história como um todo (essa sou eu usando conceitos do meu jeitinho), mas acho que parte da agonia dos primeiros episódios de Sense8 é que a gente realmente vai entendendo aos poucos o que diabos tá acontecendo.

Claro, é bem normal usarem esse recurso pra ajudar a apresentar o universo – tipo no primeiro Harry Potter, que todo mundo vai explicando tudo pra ele (na verdade, pra gente). Mas em Sense8, eles seguram as explicações: você até entende o que acontece, mas não entende o que isso significa. E fica com cara de perdido que nem os personagens.

E que personagens! O que faz Sense8 tão incrível é a forma como as histórias individuais dos oito protagonistas são bem desenvolvidas – se pegasse só a parte de cada um e assistisse separadamente, já seria legal. Juntando tudo e adicionando as interações entre cada um, então, que série foda você tem nas mãos!

Falei, falei, e não disse nada, né? Em Sense8, basicamente, existe um tipo de pessoa (os “sensates” – olha que trocadilho incrível é o nome da série) que estão interligadas, compartilhando sensações, sentimentos, tudo. Os oito protagonistas são sensates, e formam um grupo entre si – o que não significa que não hajam outros… TAN TAN.

Não sei se isso faz sentido pra muita gente, mas acho que Sense8 daria um jogo de videogame sense-acional (hãn hãn)! Cada um deles tem uma habilidade e acabam se ajudando, não é uma relação muito linear – o que tem tudo a ver com os jogos mega interativos de hoje em dia.

No mais, assisti o making-of (também tem na Netflix) e afirmo: deve ter sido a melhor experiência da vida produzir essa série. Cada personagem é de um país, eles gravam em cada um deles (Argentina, Coreia do Sul, Islândia, Nigéria, Alemanha, EUA…). As paisagens são um show à parte, dá pra ver logo na abertura. Enfim, corre pra ver que é tudo de bom!

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