Os Oito Odiados (2015)

Quem me conhece sabe que, se eu só pudesse ir uma vez ao ano pro cinema, sempre escolheria ver um filme do Tarantino. Sempre que assisto um filme dele, já fico ansiosa pro próximo! No caso de Os Oito Odiados, a espera foi cheia de reviravoltas: o roteiro caiu na internet e o Tarantino quase desistiu de gravar – mas depois que fez uma leitura do roteiro ao vivo, a galera foi ao delírio e ele voltou atrás… Dava pra fazer um filme só disso!

Felizmente, o filme chegou até nós – um lindo e saudável bebezão de mais de 3 horas, a cara do pai! Logo de cara dá pra ver que o Tarantino não só sabe da expectativa dos fãs como gosta de aumentá-la, com uma sequência de créditos iniciais bem lenta embalada por uma trilha gloriosa – como quem diz “I’M BACK, BITCHES!”.

Daí, somos apresentados aos personagens, aos poucos, com aqueles diálogos gostosos que só o Tarantino sabe fazer. Percebi nesse filme muitas referências ao contexto histórico (os nomes das unidades de batalha, cavalaria e talz) e isso me confundiu um pouco. Por ser um filme muito baseado no diálogo, o negócio era acompanhar sem deixar a peteca cair.

(Daqui pra frente tem spoilers, quem já assistiu segura na minha mão e vem)

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O desenvolvimento da trama me lembrou muito a de Cães de Aluguel, por ter essa coisa de você tentar descobrir em quem dá pra confiar (se é que dá pra confiar em alguém). É bem semelhante ao clássico livro O Caso Dos Dez Negrinhos, da Agatha Christie: aquele suspense no ar, aquelas personagens mega conflitantes confinadas num mesmo ambiente… Aliás, cá entre nós, a regra geral dos filmes do Tarants é: não confie no Tim Roth – e o Michael Madsen é meio que um sádico.

O elenco em geral mandou muito bem – até esqueci da beleza Channing Tatum, olha só! Poderiam criar uma série do Netflix só de monólogos sinistros do Samuel L. Jackson, certeza de sucesso. Jennifer Jason Leigh também é destaque, mas fiquei triste que o Tarantino deu uma baita enfraquecida na personagem dela lá pro final.

No começo, ela era a fugitiva perigosíssima (achei incrível ele escolher esse personagem pra ser mulher, mesmo que seja única dos principais), mas acabou virando a irmãzinha do chefe da gangue que precisava ser salva… 

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Pessoalmente, Os Oito Odiados me agradou bastante. Não é o filme mais dinâmico do Tarantino e, tirando a utilização de narrador em off em algumas cenas, não se propõe a ir muito longe do que ele já fez. Mas não há nada de errado nisso, o próprio Woody Allen faz filmes com a mesma “roupinha” há anos…

No geral, Os Oito Odiados superou minhas expectativas, mas elas não estavam tão altas como em Django (que eu simplesmente AMEI). É um típico filme do Tarantino – e isso me basta!

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