Star Wars: Trilogia Clássica

Há muito tempo, numa infância muito, muito distante, lembro de pedirmos Pizza Hut em casa. Tinha uma promoção rolando e tinha uns copos decorados de uns robôs brancos, pretos, dourados… Lembro que achei legal, mas queria mesmo era comer a pizza. Essa é a minha primeira lembrança relacionada a Star Wars.

Por muito tempo (talvez tempo demais), sofri com olhares de desdém por nunca ter assistido nenhum dos filmes da saga – especialmente por gostar de tantas outras nerdices, como Harry Potter e Senhor dos Anéis. Eu sempre soube que havia grandes chances de eu gostar, mas a preguiça sempre me vencia. Seis filmes! E pior, todos embaralhados! Cada vez que perguntava em que ordem assistir, mais confusa ficava (isso que dá ser de humanas).

Decidi ser prática e assistir os que meu primo tinha em DVD (a trilogia clássica). A expectativa era grande logo na sequência de abertura! Já conhecia muito elementos do universo de Star Wars, mas fiquei curiosa pra saber como eles se encaixavam na história. Muitas coisas não foram como eu imaginava, mas me diverti bastante!

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Uma coisa que me decepcionou no Episódio IV foi a posição do Darth Vader na hierarquia do Império. Ok, aceito que ele não seja o líder supremo, mas ficar em pezão no meio da reunião já é demais! Isso sem falar no bullying dos outros chefões, que tratavam o Darthie como a loca do signo da firma, por acreditar na força. Felizmente, no filme seguinte ele já aparece mais marrento e glorioso, sentado em seu troninho e tudo mais.

Outro que me deixou meio assim foi o Yoda. Só via imagens dele com frases profundas (porém embaralhadas),  aqueles olhos sábios… Eis que ele me aparece como um verdadeiro causão, roubando comida e dando pulinhos. Cheguei até a pensar “ah, esse não é ele não, deve ser um primo, todo mundo em Dagoba deve ter essa aparência”. Ele até fica mais respeitável com o passar dos filmes, mas ainda esperava aquela vibe mais Mestre dos Magos, Dumbledore –  e não Gollum.

Luke achei bom, não me incomodou tanto quanto protagonistas bonzinhos costumam fazer. Confesso que achei graça dele ficar 100% nem aí pra morte dos tios – é até uma cena meio forte, pensando que crianças assistem, porque aparecem os esqueletos mesmo… O romance da Leia com o Han Solo é aquela coisa tapas e beijos, ok, mas às vezes dava uma preguicinha – frases como “Você precisa de um canalha na sua vida” não constituem o melhor dos approachs, sabe.

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Já o Obi-Wan fez a egípcia quando encontrou o R2-D2 (sendo que eles se conheciam sim, senhora) e é todo dissimulado tipo “veja bem Luke, eu nunca disse que ele NÃO era seu pai…”. E até agora não entendi porque ele e o Yoda simplesmente dissolvem enquanto o Darth Vader e o Qui-Gon foram cremados. É que nem as cores dos sabres de luz: CADÊ CRITÉRIO?
Pra apreciar Star Wars nos dias de hoje (se você ainda não viu), o negócio é não ser muito cético, detalhista e tal: a história tem muitos furos, alguns monstrinhos são bem tosqueira e, tirando o Harrison Ford, o elenco não é lá muito expressivo. É o famoso “aceita que dói menos”: acredite no mundo que eles tão propondo, go with it, aproveita o passeio. Você tá vendo um filme de fantasia, cara, não me venha falar de propagação no vácuo!

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