Star Wars: Trilogia Nova

 

Quando parei pra analisar as primeiras memórias que tinha de Star Wars, percebi que a maioria vinham da trilogia nova: o menininho, uma menina com visual todo trabalhado, umas naves voando na areia… Isso porque, quando lançaram a nova trilogia, eu tinha por volta de uns 6 anos. Acho que meus irmãos tinham um jogo de Playstation também, porque me deu um dejá vu danado nas primeiras cenas do Episódio I.

Conversando com alguns fãs de Star Wars, antes de assistir, muitos me falaram: “Nem assiste a trilogia nova!”, “Os filmes novos são péssimos”, “Assiste a clássica, finge que nada aconteceu e vai direto pro VII”. Era como a famosa frase que está na boca do povo em todos os episódios da saga: “I have a bad feeling about this”. Mas, quanto mais diziam essas coisas, mais intrigada eu ficava – que nem o Anakin com o lado negro da força. 

O que aconteceu foi que, ao ver a Trilogia Clássica, acabei gostando muito do Darth Vader. Como a trilogia nova era sobre o Anakin, ao assisti-la eu entendi melhor a decadência desse personagem que mal conheci e já curti pacas. Ao longo dos filmes, continuei super torcendo pra ele – até esqueci que ele era o vilão. Que menininho prodígio! Que moço bonito! Que poderoso ele tá ficando, né não? Me senti uma tia distante no Natal.

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No fim das contas, os filmes realmente não tem nada muito impressionante – só a capacidade do Jar Jar Binks de ser insuportável. Qui-Jon entrou mudo e saiu calado, nem deu pra sentir falta – mesma coisa o Darth Maul, que podia ser interessantinho. Também foi bacana ver o Yoda mais inteirão, lutando com sabre de luz e tudo. Fiquei a trilogia inteira esperando pra ouvir o Samuel L. Jackson gritar – ver ele todo fala mansa me dava nos nervos.

E, Jesus, como esse negócio da Padmé ficar trocando de lugar com mil sósias me confudiu – me senti vendo Operação Cupido ou algum filme das irmãs Olsen. Quando li o nome “Ataque dos Clones” achei que era sobre ela, porque né… Falando nisso, só pode ter sido uma zueira ninguém sacar que o Palpatine e o Sidious eram a mesma pessoa, com um disfarce digno de vilão do Scooby Doo.

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A história de amor do Anakin com a Padmé até tinha potencial, mas todas as cenas deles parecem uma versão medíocre do que poderiam ser – os diálogos são bem qualquer coisa. A diferença de idade deles deixou tudo meio creepy no Episódio I, mas a beleza do Anakin mais velho me fez relevar esse detalhe – pena que o coitado fica todo esculhambado no fim das contas.

Mas sei lá, fiquei triste por ele no final. Claro que ele era bem mimadinho, arrogante, se achava o último Jedi do pacote, diferentão e tal, mas tinha bondade dentro dele. Que nem tanta gente ruim por aí que, infelizmente, optou por esse caminho. Sou que nem o Luke, prefiro ver o lado bom das pessoas. Bom saber que o menino Anakin teve um momentinho de redenção no fim da vida – ele ainda é meu personagem preferido no fim das contas!

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