Porque não parei de acreditar em Glee

Lá no fim do ano sempre bate aquela nostalgia, aquela paradinha pra olhar pra tudo que aconteceu… Em 2015, Glee chegou ao fim. Sei que muita gente vira os olhos pra série, por não gostar de musical (juro que não entendo vocês) ou por achar muito adolescentezinha. Eu mesma perdi o interesse na série ao longo do tempo e fui assistir essa última temporada “por obrigação”. Ainda bem que fiz isso!

Acontece que eu cresci junto com a série: de 2009 a 2015, passei pelo ensino médio e pela faculdade – assim como os personagens. As três primeiras temporadas são muito boas, acho isso até hoje. Daí pra frente, foi ladeira abaixo: a mudança de casting não convenceu, o que provou que Glee não seria como outras séries adolescentes que duram anos e vão trocando os personagens. A morte do Cory, que fazia o protagonista masculino (Finn), também abalou muito os planos dos criadores pro final da série.

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A quinta temporada é especialmente ruim, despencando a  uma média de 3 pontos de audiência por episódio – sendo que nas temporadas anteriores a média era de quase 8 pontos (se surpreenderam com dados quantitativos num blog de humanas, né?). O único que se salva é o episódio em homenagem ao Cory.

Aliás, achei bem ousada a decisão de matar o personagem (em vez de dar uma migué do tipo “foi comprar cigarros”), e fazer com que todo o elenco voltasse pra encarar esse momento junto. Dá pra ver que as lágrimas e as reações são reais, é impossível não se emocionar. De resto, foi bem sofrível continuar assistindo – tanto que muita gente que conheço simplesmente abandonou Glee pra sempre.

Mas, para a minha surpresa, a temporada final foi uma verdadeira redenção. Como acompanhei a série, pude perceber que ela realmente voltou às raízes: performances de músicas de fato relacionadas com o momento da história, mais músicas antigas e desconhecidas (não só as comercialmente interessantes), retorno do protagonismo do casting inicial. A galera realmente arrumou a casa e o resultado compensou.

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Destaque para o penúltimo episódio, que retoma o piloto, mostrando como os personagens cresceram, mas sem perder sua essência – finalizando com Don’t Stop Believin’, que virou praticamente um hino da série.

O episódio final também encerra bem todos os conflitos, além de estrear This Time, uma música original muito lindinha (porque teve umas originais da sére que pelo amor de Deus…). Ela foi escrita pelo Darren Criss (meu amorzão), que faz o Blaine na série, e é cantada pela Lea Michele, protagonista suprema. Estou ouvindo enquanto escrevo e a letra é muito linda – devia ter saindo cantando pelos corredores quando acabou meu estágio!

Foi uma boa jornada, no fim das contas. Glee é como um jovem que acabou de sair da adolescência: teve muitos momentos de vergonha alheia, muitas falhas, mas foi aprendendo e crescendo com o tempo. É uma série que me alegrou muito, me fez conhecer várias músicas diferentes, me fez gostar de cantar (e aprender na marra, diga-se de passagem) e me acompanhou por um período bem doido da vida. Fico feliz que tenha recuperado sua dignidade na última temporada. Vou te guardar com carinho, Glee!

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