House Of Cards

Prestes a lançar sua quarta temporada, House Of Cards foi inovadora desde o começo: foi a primeira série produzida e exibida exclusivamente na Netflix – que, na época, não era essa necessidade básica na vida de um ser humano como é hoje.

A Netflix apostou todas as fichas na série, encomendando duas temporadas de uma vez! Isso porque, como já tinha acesso às preferências dos seus usuários, sabia que a série despertaria o interesse deles. Se a gente for parar pra pensar um pouco, a Netflix foi bem Frank Underwood nesse sentido!

Mas realmente, fez toda a diferença: lembrando agora das primeira temporadas, elas realmente tem uma fluidez muito boa, e tem uns acontecimentos logo no começo da segunda temporada que te deixam tipo “OH NO THEY DIDN’T!!!”. Enfim, quero dizer que: não parece ideia que veio depois, de um jeito espontâneo. Até nos bastidores da série, é tudo de caso pensado!

HOUSE OF CARDS

Admito: não acho uma série fácil de assistir. Política já é um assunto complicado, política americana, então… Me confundo toda com nomes, cargos, procedimento. Às vezes aparece uma personagem que eu acho que é novo, mas na verdade já pareceu há alguns episódios propondo não-sei-o-quê… Mas vou dizer que vale o esforço: mesmo que os detalhes sejam chatinhos, as manobras que eles fazem e os conflitos de interesses compensam!

Nem sei se House of Cards funcionaria pra TV normal, porque é uma série que vale a pena assistir vários episódios de uma vez – pra você não esquecer as miudezas e acompanhar melhor. E é engraçado como, por ser uma série cheia de mindgames e diálogos cheio de subtexto (eles falam uma coisa e querem dizer outra), às vezes acontece algo simples e você fica todo desconfiado, tipo “Mas calma, foi isso mesmo? É isso que ele quer dizer?”.

Impossível gostar da série e não gostar de acompanhar (ok, nem precisa torcer pra ele) o Frank, principalmente nos momentos que ele se dirige ao espectador (eu adoro, são minhas partes preferidas)! Tem tudo a ver com esse mundo de aparências da política, da manipulação da informação. Também gosto dos momentos em que ele é pego de surpresa por algum acontecimento e vira pra gente tipo “Tá olhando o quê?”. A atuação do Kevin Spacey é de outro mundo, ele é com certeza um dos meus atores preferidos.

_DG27659.NEF

A Claire também é uma personagem interessantíssima. Conforme você assiste as temporadas, pode até pensar: nossa, ela foi ficando muito mais legal com o tempo! Na verdade, de você precisar muita atenção, ela sempre foi. O jeito como ela é contida mostra como ela é uma verdadeira estrategista, mesmo no seu relacionamento com o Frank.

Essa é a diferença dos dois: no Frank, vemos muito mais momentos em que ele se deixa levar pela emoção (especialmente as negativas). A Claire, por outro lado, vai comendo pelas beiradas, e quando você vê, já deu o bote! Gosto também de como a relação deles vai se alterando ao longo da história.

Pode soar meio frio (talvez eu tenha puxado isso desses dois), mas os outros personagens eu nem vejo muito como personagens – mais como pecinhas de xadrez, nesse jogo louco de poder. Não que eles sejam mal-construídos nem nada, mas tento não me apegar a nenhum deles – porque, hm, veja bem, nunca se sabe o dia de amanhã…

Advertisements

One thought on “House Of Cards

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s