Zoom (2016)

Hoje estreia Zoom, uma coprodução brasileira e canadense que só consigo descrever como muito louca! Graças a um evento da faculdade (uma vez Cásper, sempre Cásper, é o que dizem), consegui assistir antes pra dar meu parecer, além de participar de um bate-papo com o diretor, Pedro Morelli. Quer dizer, acabei não perguntando nada – porque eu sou meio lerdinha pra absorver tudo e realmente pensar em questões pra perguntar…

De primeira, já adianto que é uma história de realismo fantástico – ou seja, a maior parte é bem parecida com a vida real, mas alguns elementos que a compõe são, em termos chulos, uma doideira só. Em Zoom, acompanhamos três personagens bem distintos, com um pequeno detalhe: eles meio que formam um ciclo de criação, em que uma é personagem do filme do outro, que é personagem dos quadrinhos da outra, que é personagem do livro da primeira. Sim, é pra confundir.

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É um nível mais profundo de metalinguagem, porque o que um deles vive acaba influenciando na vida do outro, por interferir no processo de criação desse primeiro, e assim vai. Pra deixar as transições de uma história para outra mais evidentes, a história do personagem de quadrinhos é no formato de animação. Geralmente não sou muito fã de animações de estética mais “realista”, mas acho que foi uma boa escolha nesse caso!

Pra quem gosta de filmes doidos como Quero Ser John Malkovich (AMO), é bem divertido de assistir! Cada história tem um clima diferente, e, por serem alternadas, o filme como um todo fica com um bom ritmo. Ainda assim, o humor do filme funciona bem mais do que a parte dramática – mas talvez tenha sido a intenção.

Todos os protagonistas passam por uma crise de identidade e precisam de autoafirmação para se sentirem 100%. Reparei que existe uma escala Modelo > Diretor > Desenhista, em que a modelo seria a que passa por uma crise interna e existencial, a desenhista tem uma crise mais externa, relacionada à sociedade, e o diretor tem uma mistura das duas.

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Em todos, dá pra notar também uma crítica ao ato de julgar pelas aparências. Vi pelas internet alguém comentando que o filme fala de relacionamentos abusivos, mas achei que forçaram a barra por ser um tema em evidência… No meu ver, o filme é bem mais sobre identidade do que relacionamentos.

Confesso que, mais do que pelo filme, saí do evento CHOCADA pela idade do diretor (29 anos). Isso porque ele falou que ficou 5 anos trabalhando nele. Meu relógio biológico-audiovisual tá me pressionando agora… Mas enfim, fiquei bem feliz de ver um filme de um diretor brasileiro (e jovem, já falei jovem?) ousando na linguagem e com temas bem atuais. Gostei muito! Assiste aí e me diga o que achou!

 

PS: Achou que era link pra ver online/baixar, né? Essa Geração Y…

 

 

 

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