TOP FIVE: Monólogos de Séries

Há algum tempo fiz um post sobre meus monólogos preferidos em filmes. Foi bem despretensioso, mais pra eu guardar na memória – gosto muito deles. Mas eis que: esse é um dos posts mais visualizados do blog! Por isso, resolvi fazer uma versão para séries!

 

Eu já assisti mais séries do que eu me orgulharia em dizer. Séries que já foram canceladas, que ninguém mais via, que eu odiava mas continuava assistindo só pra saber no que ia dar… Separei aqui alguns monólogos que me marcaram, no momento que eu tava assistindo ou depois, quando parei pra pensar no episódio todo. Lá vai:

 

Finn (Glee)

Eu amo Glee e irei protegê-la! Como eu realmente acompanhei a série, me emocionei em vááários momentos. Mas um monólogo que é especialmente doído, por ser do Finn. Eu não suportava o Finn, achava ele muito babaca e sempre achei ele  o personagem menos carismático da série.


Esse monólogo é um dos poucos momentos dele em que eu pensei “Ok, ele foi fofinho.” Agora que o Cory faleceu, então, essa cena fica ainda mais emocionante e cheia de significado. Não lembro a temporada, nem a ocasião (Natal ou dia dos namorados), mas a situação é: ele deu uma estrela de presente pra Rachel. Depois dela perguntar “Ah, você batizou uma estrela com o meu nome?!”, ele responde que não:

“Eu pensei nisso, mas decidi batizar ela de Finn Hudson, porque já existe uma estrela chamada Rachel Berry. Ela tá bem aqui, na terra, e brilha mais do que qualquer estrela lá de cima. Então, eu queria ter certeza de que, sempre que ela se sentir sozinha, ela pode olhar pra cima e saber que, não importa onde eu esteja, eu vou estar cuidando dela.”

 

Piper (Orange Is The New Black)

Eu ainda preciso fazer um post só pra quarta temporada de Orange – que foi muito, MUITO boa -, mas a série me ganhou logo na primeira. Sou da opinião impopular de que a Piper é uma baita personagem, por isso gosto bastante do sermão que ela dá em uma das jovens problemáticas que as detentas foram convocadas a “assustar”.

Por mais que seja uma baita falsa simetria a Piper dizer “Eu sou como você” – uma vez que a menina é negra, cadeirante, pobre e com certeza passou por muito mais dificuldades que ela -, é um bom momento. Ela mostra o conflito interno que ela vive lá dentro, num nível mais emocional do que instintivo:

“Eu era alguém com um vida que eu tinha escolhido. Agora, eu só quero chegar ao fim do dia sem chorar. E eu tenho medo. Ainda tenho medo. Eu tenho medo de que eu não esteja sendo eu mesma aqui, e tenho medo de que esteja.

As outras pessoas não são a parte mais assustadora da prisão, Dina. É ter que ficar cara a cara com quem você realmente é. Porque quando você tá aqui dentro, não tem pra onde fugir, mesmo se você pudesse correr. A verdade te alcança aqui, Dina. E é a verdade que vai fazer você ser a vadia dela.”

 

Mike (Breaking Bad)

Breaking Bad é uma série que dispensa comentários. Apesar do Walter White ter momentos excelentes, como o “I am the one who knocks”, o monólogo que eu escolhi é do Mike, o coadjuvante rabugento mais querido da cidade.

Em um dos poucos momentos de paz entre os dois, o Mike conta um causo de quando ele era policial: um homem que batia na mulher toda semana, ia pra delegacia, voltava e batia nela de novo. Um dia, o Mike tá levando esse cara pra delegacia e ele começa a assoviar, mostrando estar 100% nem aí. Daí, ele conta:

“Em vez de virar a esquerda, viro à direita, no meio do nada, faço ele ajoelhar e coloco o revólver na boca dele. (…) Ele chorando, cagando nas calças, jurando por Deus que vai deixar ela em paz, gritando como podia com uma arma na boca. (…) Depois de um tempo eu tirei a arma da boca dele e disse que se ele tocasse nela de novo, blablabla, enfim.

(…) Mas duas semanas depois, ele matou ela. Claro. Afundou a cabeça dela na base de um liquidificador. Quando chegamos lá, tinha tanto sangue que dava pra sentir o gosto do metal. A moral da história é que eu escolhi uma meia-medida quando eu devia ter ido até o final. Eu nunca mais vou cometer esse erro. Sem meias-medidas, Walter.”

 

Tyrion (Game of Thrones)

Game of Thrones tem aquele jeitinho todo especial de deixar os fãs malucos no fim do episódio. Seja com uma morte chocante (já falei de algumas aqui) ou uma conquista importante de algum personagem, a maioria dos episódios sempre tem aquele tchans.

De todas as seis temporadas, um dos finais mais empolgantes para mim foi o julgamento do Tyrion. A atuação do Peter Dinklage é brilhante e até rendeu uma indicação ao Emmy (que ele acabou perdendo pro Walter White). Além de tudo isso, é um baita ponto de virada no arco do personagem, que deixa de agir malandramente pelas beiradas pra finalmente se opor à galera toda do Porto Real:

“Eu não matei o Joffrey, mas eu queria ter matado! Ver aquele bastardo perverso morrer me deu mais alívio que mil vadias mentirosas! Eu queria ser o monstro que você acham que eu sou! Eu queria ter veneno suficiente pra vocês todos! Eu daria minha vida para assistir vocês todos engolirem ele!

Eu não vou dar minha vida pelo assassinato do Joffrey e eu sei que não vou ter justiça aqui, então vou deixar os deuses decidirem o meu destino. Eu exijo um julgamento por combate!”

 

Mãe da Annelise (How To Get Away With Murder)

[SPOILERZINHO DE BACKGROUND DE PERSONAGEM]

Eu normalmente evito falar spoilers por aqui, mas esse monólogo precisava estar nessa lista! Não acho que saber dele chegue a estragar a trama principal da série, mas acho que faz o episódio em si perder a graça. Nele, a Annelise tá derrotada, na cama, sem querer ver ninguém, e a sua mãe aparece para cuidar dela.

Elas passam o dia trocando farpas, e a gente descobre que o tio da Annelise abusava dela quando criança. A Annelise está ressentida com a mãe, que sabia do abuso, e elas brigam feio. No fim do episódio, já mais de boas, a mãe da Annelise começa contando como amava a casa em que eles viviam:

“Numa noite, eu passei pelo corredor para checar como você estava. O Clyde saiu do seu quarto e eu sabia o que ele tinha feito. (…) Outra noite, não muito tempo depois, ele dormiu no sofá, bêbado, com o cigarro na boca. Eu levei você e os seus irmãos pra dormir na tia Mabel. Naquela noite, a casa que eu tanto amava pegou foco. E o seu tio Clyde queimou junto com ela.

Eu sei que você esteve se torturando pelo que aconteceu aqui, meu bem. E talvez você tenha feito algo ruim. Mas eu sei que, se você fez, você tinha um motivo. Às vezes você tem que fazer o que você tem que fazer… Mesmo quando tudo o que você tem é um fósforo e uma bebida bem inflamável.””

Eu sei que ficou óbvio mas quero dizer: ELA BOTOU FOGO NELE! Eu achei tão incrível, e o jeito que ela conta é tão sutil… É aí que a Annelise percebe que não, a mãe dela não deixou o abuso passar batido. Senti uma vibe meio Tarantino, de vingança, achei incrível!

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