5 motivos pra ver (e amar) Moana

Muita gente não entendeu porque eu fiquei completamente apaixonada por Moana. Desde que divulgaram as primeiras imagens, eu sabia que ia gostar – afinal, achei super bacana a iniciativa de fazer uma personagem feminina mais fora do padrão, menos “princesinha”. Mas acontece que o filme é bem mais do que isso. Separei alguns elementos do filme que se destacam:

5) Cultura maori

Moana é uma aborígene que vive nas ilhas da Polinésia, uma realidade bastante diferente da maioria do público. O filme traz diversos elementos da cultura maori, que enriquecem muito o enredo! Inclusive, o semideus Maui realmente faz parte da mitologia maori – e chega até a dançar o haka! Trazer tudo isso pro filme foi uma forma bacana de preservar essa cultura tão preciosa, respeitando sua autenticidade.

4) Diretores que você respeita

Os diretores de Moana, John Musker e Ron Clements, foram responsáveis por filmes como Aladdin, Hércules e Pequena Sereia! Até pesquei algumas semelhanças: assim como a Ariel, a Moana se divide entre a terra e o mar (mas não por causa do boy) – agora percebi porque a música que o povo da ilha canta me lembrou tanto Under The Sea! Já How Far I’ll Go lembra muito Go The Distance do Hércules – as duas tem até uma reprise noturna, quando eles finalmente começam suas jornadas! Com Aladdin, temos a estrutura do grupinho: herói (Aladdin/Moana), companheiro engraçado e habilidoso (Gênio/Maui) e mascote (Abu/Hei hei).

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3) Trilha sonora

Grande parte das letras foram escritas por Lin Manuel Miranda, criador do melhor musical que você respeita (Hamilton, se não conhece vai atrás AGORA). Pode até ser opinião de fã, mas as músicas são muito boas mesmo – e também tem partes cantadas na língua local, o que a torna ainda mais única. How Far I’ll Go pode até não encantar a galera no nível de Let it Go, mas me acertou right in the feels!

2) Jornada individual

Com tanta diversidade no conteúdo, Moana segue uma forma bem simples: a famosa Jornada do Herói. Mesmo com uma estrutura convencional, é muito legal ver que a motivação da Moana não é uma pessoa (familiar ou par romântico), e sim o autoconhecimento. O Maui até segue viagem com ela, mas o relacionamento deles não é prioridade. No fim, é uma jornada muito individual, bem diferente do que costumamos ver em filmes infantis – sempre precisam juntar mó galera pra resolver tudo no final.

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1) Representatividade feminina

Não podia não falar dela, né? Além de não ter par romântico, Moana é cercada de mulheres fortes – tanto a sua avó, que funciona como mentora, quanto a deusa Te Fiti. Os homens acabam ficando em segundo plano, representando o bloqueio causado por traumas do passado (pai de Moana), a vaidade (o caranguejo gigante) e a insegurança disfarçada de confiança (Maui). É interessante ver como, apesar do Maui ter tudo pra ser o guerreiro ideal, é a Moana que resolve a maioria dos conflitos – seja com sua coragem, inteligência ou capacidade de empatia.

Aliás, dá pra ver que o fato da protagonista ser mulher traz mais algumas nuances, como a proteção do oceano: reparei que, independente da situação, o oceano não “ataca” pra ajudar a Moana, ele apenas a protege: ele funciona como uma autodefesa. Também achei legal ninguém contestar a capacidade dela como futura chefe da ilha – mas achei uma pena ela não querer liderar. Claro que é legal ela ter esse espírito destemido e aventureiro, mas seria legal ver uma heroína com ambição de assumir um papel de liderança mesmo. Fica a dica pros próximos filmes, Disney, bjs!

 

 

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